Olha que interessante esses jogos....muito fácil de aprender pelos alunos e ponto de partida para desenvolver uma aula bem legal pelos professores! VAMOS JOGAR!!!!!
Um dia de feira
Musica popular brasileira
Este blog é dedicado à meus alunos de Arte do Inst. Educ. Eber T. de Figueiredo. Para podermos ganhar tempo dentro de sala de aula vocês farão as tarefas por este blog. Aprenderemos sobre a história da Arte desde o início(pré-história) até os dias de hoje e tudo sobre Arte na Educação. Aqui vocês encontrarão alguns exercícios onde poderemos aprender sobre os temas estudados neste ano. Fiquem atentos ao nosso blog:arteducmcmag.blogspot.com
sábado, 19 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
TEXTO 7.2ºBI - JOGOS EDUCATIVOS
TECNOLOGIA
Os sites que divertem e ensinam Texto Marina Azaredo
Como aproveitar a
tecnologia na Educação? Dicas e orientações para tirar o melhor da internet -
com segurança.
|
Um dos principais símbolos dessa nova geração é
justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos
ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o
percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.
E o que essas crianças e esses adolescentes fazem
na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em
programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Twitter e Facebook,
conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não
necessariamente acrescentam algo à formação intelectual.
O tempo passado na Internet pode ser voltado para o
aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o
desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo
cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente
passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito
ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa
etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede",
diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
A pesquisa apresentou uma lista de sites educativos
para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de sete especialistas
em Educação:
· Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade
Federal de Juiz de Fora (UFJF)
· Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS
· Humberto Estevam, diretor de ensino do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM)
· João Luís de Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP e
coordenador pedagógico da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP)
· Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da
PUC-SP
· Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à
Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo.
O que é: Como o próprio nome diz o site Atividades
Educativas reúne diversas atividades educativas para crianças e adolescentes.
Aproxima-se de uma enciclopédia interativa, abordando assuntos para diferentes
idades, inclusive temas relacionados à educação especial.
Para quem: O site é recomendado para todas as idades. Crianças a partir dos 9
anos podem navegar de forma autônoma e explorar bem seus recursos. Crianças
menores devem ter o apoio de um adulto para ajudá-las a navegar pelo ambiente.
Não perca: A lista de jogos mais populares do site. Há atividades para todas
as faixas etárias.
Palavra da especialista: "É um site que mescla diferentes informações, conhecimentos e atividades que podem prender a atenção de crianças e jovens por um bom tempo, estimulando a aquisição de novos conhecimentos", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania
Palavra da especialista: "É um site que mescla diferentes informações, conhecimentos e atividades que podem prender a atenção de crianças e jovens por um bom tempo, estimulando a aquisição de novos conhecimentos", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania
· Discovery
Kids Brasil
(http://www.discoverykidsbrasil.com/)
O que é: O site do canal Discovery Kids tem vídeos jogos, atividades e concursos que envolvem os
personagens dos desenhos animados do canal. Há também uma seção para pais, com
enquete, artigos e propostas de atividades para desenvolver a motricidade das crianças.
Para quem: Assim como o canal, o site tem atividades para crianças de 0 a 6
anos. Mas, como há muita leitura, é importante que os pais naveguem junto com o
filho.
Não perca: Os vídeos educativos. Há uma série interessante que explica
conceitos opostos, como juntos/separados, longe/perto e embaixo/em cima.
Palavra da especialista: "O site tem entre suas principais qualidades o fato de não
apelar ao consumo de produtos", segundo a professora da Faculdade de
Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
. Jogos Educativos
O que é: O site Jogos
Educativos reúne uma série de joguinhos que proporcionam uma interação
saudável da criança com o computador.
Para quem: Ideal para crianças na faixa dos 5 anos.
Não perca: O Jogo
do Alfabeto (http://jogoseducativos.jogosja.com/jogos-educativos-alfabeto.aspx),
em que, a partir da forma das letras, as crianças devem
montar um quebra-cabeça.
Palavra da especialista: "O site tem uma proposta educativa interessante. Alguns dos jogos não têm o enfoque das disciplinas, mas são coloridos e interessantes para formação do raciocínio lógico da criança e aquisição da linguagem escrita e tecnológica", afirma Adriana Bruno, da UFJF
Palavra da especialista: "O site tem uma proposta educativa interessante. Alguns dos jogos não têm o enfoque das disciplinas, mas são coloridos e interessantes para formação do raciocínio lógico da criança e aquisição da linguagem escrita e tecnológica", afirma Adriana Bruno, da UFJF
·
Jogos para Crianças
O que é: O site Jogos para Crianças ( http://criancas.jogospara.com/Jogo-Piano.aspx
e http://criancas.jogospara.com/default.aspx?idc=1
e http://criancas.jogospara.com/Jogo-Tenis.aspx)
apresenta jogos que podem estimular as crianças quanto a
raciocínio, concentração e artes. O seu foco maior é a diversão, mas pode
proporcionar ganhos educacionais indiretos.
Para quem: Os jogos são indicados para crianças
que estejam entre os 5 e os 8 anos de idade. Abaixo dessa faixa etária, fica um
pouco mais difícil o manuseio e a diversão. Para os mais velhos, há a perda de
interesse e a busca por algo mais elaborado, rápido e desafiador.
Não perca: A seção "Puzzle", que tem vários quebra-cabeças virtuais.
Palavra do especialista: "O site pode ser útil e estimular crianças menores quanto ao raciocínio,
artes, lógica e concentração. Creio, porém, que seria necessário adicionar mais
jogos, ampliando as possibilidades de diversão e, ao mesmo tempo, que a página
fosse saneada quanto ao excesso de propaganda que apresenta", avalia João
Luís Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP
O que é: O Máquina
de Quadrinhos da Turma da Mônica é o 1º editor online
de histórias em quadrinhos do Brasil. No site, fãs de todas as idades podem
criar suas próprias histórias, usando personagens, cenários, objetos e balões
do universo da Turma da Mônica. As histórias são avaliadas pelos visitantes da
página, e as melhores poderão até ser publicadas nas revistas da Turma da
Mônica.
Para quem: É indicado para crianças de 4 a 12 anos.
Não perca: A possibilidade de fazer os próprios quadrinhos.
Palavra da especialista: "O site desenvolve a criatividade das crianças. Ele estimula
a produção de textos e publica as histórias produzidas pelas crianças, depois
de aprovadas pela equipe do site. Caso a publicação não seja imediata, as
crianças interagem com a equipe e melhoram suas histórias, sendo uma atividade
de aprendizagem", diz Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer
para a Cidadania.
·
Pintores Famosos
( http://www.pintoresfamosos.com.br/ )
O que é: O site Pintores
Famosos conta com a biografia de 37 pintores mundialmente famosos,
abordando não apenas os fatos marcantes da vida de cada um, mas principalmente
como se desenvolveram suas obras, relacionando-as com outros artistas do mesmo
período. Ao lado do texto, há fotos de obras que ilustram o trabalho do
artista.
Para quem: Pode ser utilizado por crianças a partir de 8 anos, pois a
linguagem é bastante simples.
Não perca: As biografias de grandes pintores brasileiros, como Di Cavalcanti, Giovanni Oppido, Portinari e Tarsila do Amaral.
Não perca: As biografias de grandes pintores brasileiros, como Di Cavalcanti, Giovanni Oppido, Portinari e Tarsila do Amaral.
Palavra da especialista: "O site é indicado para pesquisas iniciais, porque o texto
escrito de forma objetiva auxilia nos processos investigativos comumente
solicitados em ambientes escolares", avalia Adriana Bruno, professora da
Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
·
Só Matemática
O que é: Ótima opção para os que amam e odeiam matemática. O site Só Matemática (http://www.somatematica.com.br/)
oferece material de apoio e exercícios para os que querem
treinar, se exercitar ou apenas se divertir. Há desafios, dicas, jogos
matemáticos, um pouco de história e até auxílio para os vestibulandos.
Para quem: Pode ser usado por crianças a partir dos 6 anos e até por quem já
está no ensino superior.
Não perca: Os ambientes interativos, como fóruns de discussão e comunidades.
Palavra da especialista: "O site pode ser utilizado nos espaços escolares e também em
casa, para estudos complementares, combinando informação e conhecimento com
diversão", analisa Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do
Colégio Santa Marcelina
·
Povos Indígenas no Brasil Mirim
O que é: O PIB
Mirim (http://pibmirim.socioambiental.org/pt-br)
integra o tema Povos Indígenas no Brasil (PIB) do Instituto
Socioambiental (ISA), organização não-governamental brasileira com sedes em
diferentes cidades do país. O site tem como objetivo divulgar informações
qualificadas sobre os diferentes povos indígenas que vivem no Brasil. Pretende
atingir crianças, usando uma linguagem divertida e educativa.
Para quem: Crianças e pré-adolescentes de 7 a 12 anos.
Não perca: O canal Avatares(http://pibmirim.socioambiental.org/avatares)
é muito interessante, pois disponibiliza mapas que identificam a localização de
diversas tribos indígenas distribuídas pelo Brasil e imagens desses locais.
Palavra da especialista: "O site disponibiliza textos, imagens e vídeos que abordam o
tema de forma clara e objetiva e atividades interativas que despertam o
interesse do aluno, sem perder de vista o seu objetivo, que é o estudo da
diversidade cultural", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a
Cidadania
Agora
que você já leu todos os comentários dos especialistas em educação sobre os
sites, escolha três dos sites (clique
nos links) e experimente suas atividades. Faça o comentário referente aos sites
escolhidos. Dê sua opinião sobre o site, passeie por todo o site; Diga se foi
fácil usá-lo ou não e descreva como você o usaria dentro de sala de aula com
seus “futuros” alunos, ok? AGORA se DIVIRTAM!
quinta-feira, 24 de abril de 2014
2º BIMESTRE, AÍ VAMOS NÓS!
Mais um bimestre se inicia, mas antes de começarmos eu quero lhes dizer....
ACREDITE EM VOCÊ!
BEIJOS, Maria Clara Magalhães.
Texto 6.2bi - A evolução das tecnologias!
Evoluções
Tecnológicas ocorrem durante toda a existência do homem, sendo impulsionadas
pela necessidade — e também pelo instinto humano de desenvolver-se. Há também a
evolução que ocorre espontaneamente, mas é somente observada quanto à
descoberta do fogo. Nesse caso, fala-se em descoberta, e não em
desenvolvimento, criação, construção, etc. Entretanto, esta descoberta pode ser
considerada como tecnologia, pois foi uma simplificação do modo de vida do ser
humano e amplificação de sua atuação no planeta, que abrangeu em grandiosa
amplitude, permitindo um avanço geral, e não só focalizado em uma única
situação.
À questão da
necessidade, pode-se dizer que impulsionou cada vez mais a criação de
tecnologia, pois o homem sempre precisou estar evoluindo e adaptando-se ao
mundo. Essa questão está relacionada aos determinados períodos históricos, e
tendo diferentes intensidades de evolução em cada um. Dessa forma, é na
atualidade que a necessidade impõe uma maior evolução tecnológica, de maneira
alguma alcançada antes desse período contemporâneo. Esses fatores explicam como
a evolução tecnológica ocorreu, sendo, basicamente, iniciado por instrumentos
rudimentares de caça (em tempos dos hominídeos), passando a desenvolver-se mais
em tempos modernos, e chegando ao intenso grau de evolução atual.
Pode-se afirmar,
então, que a tecnologia tem a tendência de aumentar a intensidade de sua
evolução, cada vez em um compasso maior, bem como o homem quanto à sua
necessidade de obter mais tecnologia para a sua adaptação às mudanças globais —
estas causadas pela própria evolução da tecnologia que implica ao homem uma
dependência gradativa por ela
A Revolução Industrial é a
característica marcante desse período contemporâneo. Ela teve início, porém,
nos tempos modernos, mas foi principalmente a partir desta época que se
difundiu. A Revolução Industrial divide-se da seguinte maneira:
· 1ª Revolução Industrial: de 1760 a
1850, praticamente restrita à Inglaterra. Os principais aperfeiçoamentos foram
no ramo de tecelagem, tendo também a introdução da força a vapor.
·
2ª Revolução Industrial: de 1850 a
1900, com difusão pela Europa (Bélgica, França, Alemanha, Itália e, no
final do século, Rússia), América (Estados Unidos) e Ásia (Japão — a partir de
1868). Agora, surgem novas formas de energia elétrica — como a hidrelétrica —,
novos derivados do petróleo — como a gasolina, sendo utilizada posteriormente
pelos motores a explosão. Houve também grande desenvolvimento do transporte
marítimo e terrestre — como, respectivamente, barcos e locomotivas a vapor.
· 3ª Revolução Industrial: de 1900 até
os tempos atuais com a sua expansão pelo mundo inteiro. Compreende o aperfeiçoamento
dos inventos, tendo principalmente a explosão do processo evolutivo. Assim,
apresenta novas técnicas industriais e energéticas, e expansão dos meios de
comunicação.
As tecnologias e a Velocidade da
História
Há momentos em que a história corre mais
depressa. Estamos em um deles. As mudanças tecnológicas têm sido meteóricas. Na
década de 70, uma inovação industrial durava, em média, dois anos. Na década de
80 passou a durar apenas um ano. Depois disso tornava-se obsoleta ou era
apropriada por grande parte dos concorrentes. Na década de 90, a duração passou
para apenas seis meses.
Não é a primeira vez que a história corre mais
depressa. James Watt, em 1780, ao inventar um motor a vapor deu um enorme
impulso nas indústrias têxteis e metalúrgicas e acelerou sobremaneira a
Revolução Industrial. Michael Faraday, em 1832, ao inventar o motor elétrico,
proporcionou uma fantástica arrancada na automação da produção industrial.
Samuel Morse ao inventar o telégrafo em 1838 fez a transmissão das informações
saltar da velocidade de um cavalo ou de um navio para a velocidade da luz.
Incorporado nas estradas de ferro, o telegrafo deu ao transporte ferroviário um
grande impulso, permitindo a interiorização das indústrias. Nesses três
exemplos, a velocidade da história disparou.
As tecnologias mudam os contextos
produtivos, transformam os mercados de bens e serviços e provocam mudanças
sociais e institucionais de profundidade. As mudanças atingem as áreas social e
política. Há pouco mais de quinze anos a cortina de ferro estava em pé. O Japão
fazia inveja ao resto do mundo com altas taxas de crescimento econômico. Nelson
Mandela era tratado como um prisioneiro de guerra. Fernando Henrique Cardoso
era socialista. Luiz Inácio Lula da Silva combatia o Fundo Monetário
Internacional. Em pouco tempo, a cortina caiu. O Japão entrou em recessão
crônica. Nelson Mandela transformou-se em um ícone da democracia. Fernando
Henrique saiu do governo como neoliberal. E Lula aderiu à ortodoxia do monetarismo.
Ou seja, nos dias de hoje, a história
corre depressa por força de mudanças tecnológicas que revolucionam os processos
produtivos e provocam mudanças sociais.
Tecnologias e Novas Oportunidades
As novas tecnologias permitiram criar
uma imensidão de novos produtos e processos que, quando absorvidos pelos
consumidores, geraram uma grande quantidade de postos de trabalho. Observem a
quantidade de empregos que surgiu em torno do telefone celular, do automóvel,
da televisão, do videocassete, do CD player, do DVD, do tênis, da calça jeans,
etc. Trata-se de inovações que foram bem recebidas pelos consumidores e que
geraram muitos postos de trabalho - diretos e indiretos.
Vários outros efeitos positivos podem
ser relatados tanto para os trabalhadores como para os consumidores. Por
exemplo, os avanços da biotecnologia, das técnicas de embalagem, da preparação
de alimentos, da refrigeração e de transporte têm permitido aos seres humanos
contar com uma alimentação fresca e barata todos os dias. No campo da saúde, os
avanços da ciência da tecnologia têm prevenido doenças que há pouco tempo não
eram sequer diagnosticadas. A vida média foi alongada e isso instigou a
ativação de outras atividades como, por exemplo, a produção de bens e serviços
voltados para os idosos o que, por sua vez, gerou muitos empregos.
A incorporação de tecnologia nos bens
de consumo tem provocado drásticas reduções de custos e de preços o que
facilita o acesso das pessoas a esses bens. Até mesmo os países mais pobres têm
ampliado o seu acesso a alimentos, medicamentos, vestuário e outros bens para
atender as necessidades dos grupos de baixa renda.
Tecnologias, Educação e Trabalho
A educação continuada tem um
importante papel no processo de ajuste. As máquinas têm se tornado muito
baratas e bastante inteligentes. Para acompanhar a sua evolução e tirar o
máximo rendimento das novas tecnologias, não basta ser adestrado. É preciso ser
educado. A educação de boa qualidade passou a ser uma condição básica para se
ajustar os trabalhadores aos novos ambientes de trabalho e às novas
tecnologias.
As tecnologias, de um modo geral,
demandam profissionais mais qualificados (Freyssenet, 1990). Para os que não se
ajustam imediatamente a elas, o retreinamento é necessário e, ao mesmo tempo,
difícil quando a educação básica é precária. Em muitos casos, as empresas são
levadas a despedir trabalhadores que se tornam inempregáveis em face de novas
tecnologias e são levados a contratar outros de nível educacional mais alto.
Para os trabalhadores, não há nada mais dramático do que a obsolescência
humana.
No Brasil, a má qualidade da educação
básica tem sido o calcanhar-de-aquiles para o convívio com as novas
tecnologias. O novo mundo da produção, baseado em tecnologias que mudam a cada
dia, requer das sociedades um sistema de educação permanente. Pesquisa
realizada em vários países da União Européia indica que para 80% dos
trabalhadores, as novas tecnologias elevaram a demanda por qualificação
(Burchell e outros, 2003). E, neste caso, estamos falando de uma força de trabalho
que já possui um alto nível de educação e qualificação profissional.
Essa exigência por mais qualificação
vai perseguir o trabalhador do futuro de modo crescente. Para conviver na
sociedade do conhecimento, ele terá de saber "o quê", "por
que", "como" e "quem". Saber "o que"
significa possuir as informações básicas. Saber o "por que" implica
no conhecimento dos princípios e processos. Saber o "como" significa
estar apto para realizar determinadas tarefas que mudam a cada instante. Saber
"quem" é uma alusão à capacidade de pesquisar junto às fontes que
sabem o que ele não sabe (Bengtsoon, 2002).
Os sistemas atuais de educação foram
construídos há mais de 100 anos e se restringem basicamente a ensinar o que. A
maioria da força de trabalho do Brasil não domina os princípios que estão por
trás de suas tarefas e raramente conseguem se informar com quem os domina.
As sociedades do conhecimento terão de
criar sistemas de financiamento de sistemas de educação que cumpram essas
quatro tarefas e que garantam a aprendizagem durante toda a vida das pessoas. É
um desafio enorme, mas que vem sendo superado pelas nações mais avançadas que
atrelam os sistemas educacionais a parcerias eficientes entre o público, o
privado e o voluntário. Mesmo no Brasil, as agências de formação profissional,
como SENAI e SENAC, as escolas técnicas e muitas universidades vêm se
esforçando para entregar no mercado de trabalho ex-alunos mais qualificados. As
cidades onde se localizam os centros de pesquisa e de formação profissional
tendem a elevar o nível de educação e de remuneração da população em geral. O
IPEA identificou cerca de 250 municípios que estão nessas condições. Nelas, a
proporção de pessoas com nível universitário é mais de três vezes da proporção
encontrada nos demais 5 mil municípios do país. O mesmo acontece com a renda
média (De Negri, 2004).
O desenvolvimento da capacidade para
viver nesse novo mundo é a única forma dos trabalhadores poderem usufruir
salários e benefícios mais altos. Esse novo mundo exige uma recomposição das
habilidades de trabalho.
Conclusão
Em suma, a entrada de novas
tecnologias nos ambientes de trabalho transforma o modelo organizacional das
empresas, reduz os escalões intermediários, provoca mudanças na composição da
mão-de-obra, eleva a necessidade por maior qualificação, eleva a produtividade
das empresas e dos trabalhadores e, em contrapartida, exige um maior empenho e
comprometimento das pessoas para com as empresas o que, por sua vez, demanda a
introdução de novos métodos de incentivo. Ou seja, as transformações
decorrentes das mudanças tecnológicas têm um largo desdobramento. Para o
legislador, tornou-se impossível criar proteções legisladas que cubram todas as
situações e os problemas decorrentes dessas mudanças. Cada vez mais, as
disfunções trazidas pelas novas tecnologias são resolvidas através de esforços
de negociação nos quais a cooperação toma lugar da confrontação, pois jamais as
empresas e os trabalhadores conseguirão vencer a guerra da competição externa
se não superarem os desentendimentos internos.
Agora deixe seu comentário sobre o texto e tragam para a sala de aula uma pesquisa sobre uma das três Revoluções Industriais citadas no texto, escolham um dos períodos e tragam o máximo de informações possíveis para a sala.
TRABALHO EM GRUPO DE 4 ALUNOS CADA. PARA O DIA 06/05/2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
Mídias - texto 3 , 4 e 5
Olá, estamos de volta após uma pequena parada para o Carnaval. Voltamos com entusiasmo e animação, aproveitando a motivação da folia!
Como vocês já sabem, iremos fazer um vídeo/slide sobre tudo o que aprendemos neste bimestre. Este vídeo será considerado como uma avaliação de confirmação de aprendizado, ok? Para isso vocês precisarão reler todos os textos que estão postados no nosso blog e lembrar de tudo o que falamos em sala de aula.
Estou postando, hoje, mais três textos que falam de como a criança já nasce preparada para absorver as novas tecnologias em seu dia-a-dia, são chamadas de nativos digitais e qual o papel do professor diante esta criança e sobre que tipo de aula o professor deve ministrar para o jovem de hoje. POR FAVOR NÃO TENHAM PREGUIÇA DE LER ESTES TEXTOS, SERÃO OS ÚLTIMOS DO BIMESTRE E SERÃO MUITO IMPORTANTE PARA O RESULTADO DO TRABALHO, OK? Beijos e não se esqueçam de comentar os 3 textos!
TEXTO 3 - Chegaram os nativos digitais
A tecnologia digital provoca outras conexões cerebrais
e transforma o modo de conhecer, de aprender.
As crianças nascidas na primeira
década do século 21 crescem imersas em iphones,
ipads, ipods, computadores, câmeras de vídeo e de fotos e tantas outras
maquinetas inventadas nos últimos 20 anos, todas com base na tecnologia
digital. Elas não fazem ideia da vida sem computadores, sem telefone celular ou
telas touch screen.
Essas crianças o pensador norte americano Nicolas Carr chamou de nativos
digitais.
Os nativos digitais usam as novas
tecnologias desde o nascimento, o que faz com que aprendam de modo diferente,
porque constroem novas conexões cerebrais. Não importa se o modo é melhor ou
pior de aprender. É diferente e inevitável.
O século 21 teve seu início
marcado pela tecnologia digital, que vem provocando uma ruptura no modo de
interpretar o mundo, de conceber a vida. E não se trata apenas de uma
transformação natural que ocorre no desenvolvimento da humanidade, mas de uma
mudança de paradigma na visão de mundo, uma modificação radical.
Quando a humanidade inventou a
escrita, houve uma transformação marcante no acesso à informação e ao
conhecimento. Até então, o suporte do saber era a oralidade. As pessoas
memorizavam e transmitiam a informação. A escrita, e depois a invenção da
imprensa, por meio de livros e outras publicações, tornou a informação
acessível a muitos, e garantiu mais exatidão, pois já não dependia,
exclusivamente, da memória humana. Da oralidade para a leitura, houve uma
adaptação no cérebro para lidar com o novo tipo de mediação com o conhecimento.
Vive-se, hoje, uma situação
semelhante. A tecnologia digital provoca outras conexões cerebrais e transforma
o modo de conhecer, de aprender. E criou uma situação inusitada: as novas
gerações dominam o novo instrumental para interpretar e agir sobre a realidade,
mas estão sozinhas nessa empreitada. A geração adulta não tem experiência e nem
conhecimento para indicar rumos.
A geração de adultos nascidos
antes da última década do século 20 Nicolas Carr chama de imigrantes digitais.
Por mais que tenham aderido à nova tecnologia, não nasceram imersos nela;
lembram-se do mundo sem a internet e celulares, têm “sotaque”, recordam o
passado, outra cultura. Conhecem uma língua diferente da dos nativos.
Diante da realidade
contemporânea, a escola, que ainda tem a forma do século 19, precisa se
repensar: recebe alunos nativos digitais e quem os educa são imigrantes
digitais. Defrontam-se duas linguagens distintas, duas diferentes
interpretações da realidade, dois modos de estabelecer conexões e relações
entre saberes, o que cria perplexidade e mal-estar na educação escolar das
crianças e jovens de hoje. É preciso uma reflexão profunda para tentar
superar a obsolescência da escola atual.
As novas tecnologias criaram uma
instabilidade de referências e valores que exigem uma educação para a
transitoriedade, para a impermanência. Permanente é a capacidade de pensar e de
aprender dos seres humanos. As novas gerações devem ser instigadas à
aprendizagem constante e ao enfrentamento de desafios.
Os conteúdos obrigatórios dos
programas escolares estão nos sites de busca. É fácil acessá-los. O difícil é
filtrar a informação e relacionar os saberes para solucionar problemas, que é o
que a escola deve ensinar às gerações que vão viver em outro tempo, seguindo
outro paradigma.
Patrícia Konder Lins e Silva Pedagoga
TEXTO 4 - A escrita produzida pelos nativos digitais
Luana Wünsch & Alex Paiva
Aplicações desenvolvidas para a promoção de
habilidades de leitura, interpretação e escrita tornam-se grandes aliadas para
que a possibilidade de produção de textos formais seja mais efetiva.
Não é de hoje que a linguagem
altera-se à medida que as circunstâncias e necessidades de determinadas
sociedades modificam-se por meio das transformações em seu entorno. Contudo,
temos de concordar com o sociólogo espanhol Manuel Castells (2004) quando
destaca que as tecnologias da informação e comunicação (TICs) são aceleradores
desse fenômeno, sobretudo quando falamos da comunicação entre os jovens do
século XXI, os nativos digitais, descritos pelo americano Marc Prensky —
aclamado escritor e consultor na área de educação e inovação — como aqueles que
sabem entrar e sair de ambientes virtuais, que cresceram com a tecnologia e sem
ela o ato de comunicar-se muitas vezes não tem sentido (2001).
A palavra “sepá”, por exemplo,
muito utilizada no Facebook, no
Instagram e no Twitter (ver figura), elucida a junção de duas
características-chave da linguagem desses jovens por meio das TICs: a
abreviação e a onomatopeia. A palavra é formada por “se”, conjunção
subordinativa condicional (ok! até esse ponto nós, imigrantes digitais, podemos
entender!), e “pá”, onomatopeia de duas pessoas batendo as mãos, significando
“conseguimos!”, ou seja, “sepá” é a abreviação do termo “se der certo!”.
Assim, os interlocutores podem
ganhar tempo e tornar a conversa mais personalizada, segundo as adolescentes
que dela participaram: “A gente diminui as palavras não só para ser divertido,
mas para falarmos do nosso jeito e escrevemos com os ‘sonzinhos’ para criar
intimidade com as pessoas” (figura).
É essa necessidade de adaptação
que torna o desenvolvimento da linguagem uma das áreas mais estudadas com
relação à concretização das particularidades pessoais e sociais ao longo dos
tempos, tornando importante, nesse contexto, entendermos duas revoluções da
comunicação: a transição da linguagem oral para a linguagem escrita e a
migração da escrita da mídia em papel para a mídia digital.
Sob a perspectiva da transição da
linguagem oral para a escrita, podemos ressaltar que essa só foi possível
devido às grandes transformações anatômicas que possibilitaram a evolução de
nosso cérebro, fazendo com que nós, humanos, pudéssemos nos tornar criaturas
sociais e interativas, capazes de interpretar eventos como raciocinar, criar
novos conhecimentos baseados em eventos anteriores e transmitir informações,
deixando registros que fazem com que esses conhecimentos adquiridos possam ser
disseminados entre a maioria dos seres de nossa espécie.
Apesar da dificuldade de
pesquisadores em traçar um caminho evolutivo da fala, de acordo com Walter Ong
(1986), historiador cultural e filósofo, o desenvolvimento dessa habilidade tão
importante teve início há aproximadamente 6 milhões de anos. Ao longo do tempo,
diferentes vocalizações foram se transformando gradativamente em trocas de
informação entre indivíduos, até possibilitar a comunicação linguística
(flexível) que temos hoje. Esse extenso caminho, de mais de 5 milhões de anos,
ao longo do qual a transmissão de conhecimento era feita por meio da narração
de histórias presentes na cultura dos povos, culminou na grande transformação
ocorrida há apenas 6 mil anos na Mesopotâmia, onde os sumérios desenvolveram o
primeiro recurso impresso de que se tem registro, denominado escrita
cuneiforme. Ainda segundo o pesquisador Ong, foram necessários mais 2 mil anos para
o surgimento do primeiro alfabeto, utilizado pelos semitas no Egito Antigo.
Mas por que a história deu tanta
importância à escrita? O ato de escrever, além de ser capaz de transmitir o
conhecimento de uma forma muito mais precisa e fidedigna que a fala,
obriga-nos, ou pelo menos deveria forçar-nos, a tomar consciência do nosso
conhecimento sobre determinado assunto. Ao longo dos anos, a construção da
escrita evoluiu, novos gêneros textuais foram criados, e hoje podemos dizer que
o poder da escrita passa muitas vezes despercebido na vida das pessoas letradas.
Se pararmos para pensar em nossa
sociedade atual, perceberemos que estamos atravessando uma nova revolução
associada à escrita. Cada vez mais, artefatos tecnológicos estão substituindo a
mídia impressa e, por conseguinte, as pessoas passam a produzir menos textos
manuais e a utilizar a digitação como principal meio de produção textual.
Podemos comprovar essa transformação com dados do IBGE. No Brasil, os bens
duráveis com maior crescimento nos lares brasileiros entre 2009 e 2011 foram o
microcomputador com acesso à internet (39,8%) e o telefone celular (26,6%).
Sob a ótica da transição da mídia
escrita para a digital, ao pensar no desenvolvimento de aplicativos para
recursos tecnológicos, podemos citar o lançamento da ferramenta Coursewriter I
em 1960, desenvolvida pela empresa IBM como um marco dessa nova revolução. Esse
recurso tão inovador foi o primeiro aplicativo a possibilitar que pessoas sem
treinamento formal em programação gerassem textos digitais de modo intuitivo.
Passadas mais de cinco décadas de avanço frenético das tecnologias da
informação e comunicação (TICs), é possível estabelecer uma comparação entre as
formas de linguagem descritas por Pierre Lévy (1999), um dos principais nomes nos
estudos sobre as interações entre a internet e a sociedade, e como a linguagem
digital transformou a maneira como encaramos um texto (quadro).
Após o advento do Coursewriter I,
inúmeros recursos digitais foram desenvolvidos, principalmente no meio educacional,
com o intuito de se estimular a produção textual digital para que as pessoas
deixassem de ser apenas consumidoras, mas também produtoras de conhecimento na
sociedade da informação.
Uma pesquisa realizada em
Curitiba (PR) com 37 jovens entre 13 e 14 anos pelo setor de tecnologia da
Positivo Informática mostrou que as TICs, notadamente a utilização de uma
ferramenta de criação de textos, podem proporcionar a esses jovens a
oportunidade de envolvimento na exploração e coautoria de conhecimentos sobre
representação simbólica e desenvolvimento de conceitos de (re)alfabetização e
afins.
Durante a pesquisa, foi dada aos
participantes a opção de escolherem a mídia para a produção textual. Dentre
eles, 100% optaram pela mídia digital (tablets e netbooks) em lugar do papel.
Após a análise da causa dessa escolha, observou-se que a tecnologia digital,
associada aos dispositivos multimídias móveis, pode estar gerando novas formas
de acessar, criar e comunicar conhecimento por meio de textos digitais, enfatizando
propriedades como hipertexto, interatividade e multimídia como bases
adaptativas que servem para que os jovens sintam-se mais confortáveis para ler
e escrever. De modo superficial? Nem todos os jovens o consideram. E o oposto
também é verdadeiro: eles leem e escrevem mais utilizando computadores,
celulares e tablets, porém à sua maneira.
Já é hora de pararmos de reclamar
da falta de profundidade de concentração e aprendizagem dos jovens e pensarmos
coletivamente em soluções efetivas para isso. Em 2012, uma pesquisa encomendada
pelo Instituto Pró-Livro (IPL), que mediu a intensidade, a forma, a motivação e
as condições de leitura, apontou que a falta de tempo é um dos fatores para a
falta de leitura entre os brasileiros (Failla, 2012). Mas será que a leitura e
a escrita tradicionais são suficientes para o cidadão alfabetizado no século
XXI? Será que é suficiente para preparar os jovens alunos? Precisamos repensar
nossa noção de letramento crítico, desenvolver a aprendizagem autêntica e as
oportunidades de avaliar, atualizar e ampliar nosso currículo.
Sabemos que o nível de conforto
dos adolescentes com a tecnologia é expressiva e que uma das vantagens dos
recursos tecnológicos é a otimização do tempo para a comunicação. Então, por
que não utilizá-la para gerenciar as informações que chegam até esses jovens a
uma velocidade nunca antes possível e promover o seu interesse para a leitura?
Afinal, se os interesses dos nativos digitais são diferentes, é natural
pensarmos em diferentes maneiras de motivá-los.
Sob essa ótica, aplicações
desenvolvidas para a promoção de habilidades de leitura, interpretação e
escrita tornam-se grandes aliadas para que a possibilidade de produção de
textos formais seja mais efetiva. “Sepá”, com o fornecimento de instruções
relevantes para os jovens, talvez tenhamos uma grata surpresa de precisão,
confiabilidade e perspectiva de informações geradas com propósitos adequados às
suas necessidades e às características da língua portuguesa formal, ainda tão
necessária.
·
TEXT0 5 - Século XXI precisa de novo modelo de aula
(Jornal 104 - Abril/2012)
Professor da
USP diz que, mais do que motivar, cabe ao professor o propósito de cativar os
alunos para a matéria ministrada - Por Ana Paula Machado Velho
A Associação
dos Docentes da UEM (Aduem) promoveu, no início de abril, a palestra
Reinventando a Aula Expositiva, com José Carlos Angelo Cintra, do Departamento
de Geotecnia, da Universidade de São Paulo. O professor falou sobre
como tornar as aulas mais interessantes, independente do tema e da
matéria.
Segundo ele,
para dar aula bem, não é preciso dom e que todos podem desenvolver essa
habilidade de ministrar boas aulas. O docente precisa entender que é preciso um
novo modelo. Cintra acrescenta que a aula expositiva do século passado era conteudista (Ensino
conteudista é uma forma de ensino em que se passa uma quantidade enorme de
conteúdo), desmotivadora e ministrada por um professor
autoritário, até carrasco, às vezes. Essa aula realmente já era! No passado, o
conhecimento era pouco acessível, com raríssimos materiais e textos didáticos,
à exceção de apostilas de notas de aula impressas sem muito recursos e sem a
internet para consultar. Ao aluno não restava alternativa senão ficar atento ao
monólogo do professor, e copiar a matéria para ter o que estudar – os cadernos
eram indispensáveis. O papel do professor era centralizador e o objetivo do
ensino era o conteúdo, o máximo possível. Bom professor era aquele que ensinava
mais, em quantidade de conteúdo. “Mas
isso era compatível com a estrutura social em que vivíamos, com pouca liberdade
e relacionamentos marcados pela hierarquia rígida. Era a época dos ‘superiores’
muito exigentes, severos, bravos (na sociedade, na família e na escola), com
aplicação de castigos, por vezes, até físicos. Dos tempos de disciplina
rigorosa na escola, talvez tenha surgido o outro significado para o vocábulo
disciplina, o de ramo do conhecimento, ciência ou matéria”, explica
Cintra.
Novos tempos
– O professor destaca que esta realidade mudou. A nova aula expositiva para o
século atual é não conteudista, com objetivo de motivar o aluno, fazê-lo
entender e gostar da matéria ensinada, ministrada por um professor acessível
que busca um relacionamento amigável com os alunos. “Na nova aula expositiva, o professor deve se impor o desafio de
ensinar de modo que o aluno goste e entenda a matéria, lembrando que todo
assunto pode ser chato ou atraente, dependendo da forma com que é ensinado e
das estratégias empregadas. Dessa forma, ensinar se torna uma atividade
apaixonante”, acrescenta.
Para Cintra,
enquanto a aula do século passado priorizava a teoria, ao aluno de hoje é mais
propício começar pela prática, como forma de incentivar o estudo teórico. E
mais, ele destaca que a boa aula é antídoto para questões indisciplinares em
sala de aula e, ainda, para o problema da falta dos alunos às aulas. Com boa
aula, o professor não precisa utilizar artifícios para prender o aluno em sala
de aula.
O papel do
professor – Cintra apresenta uma analogia para ilustrar a figura do estudante
atual. Diz que, diante da profusão do conhecimento no mundo de hoje, o aluno é
como um visitante perdido ao chegar pela primeira vez a uma megalópole. Ao
professor está reservado o papel de desenhar o mapa da cidade, destacando a
região central, as avenidas principais, os bairros mais importantes etc. Essa
orientação deve ser o suficiente para o aluno iniciar as suas próprias
incursões na grande “cidade” do conhecimento. Haverá dúvidas, que ele poderá
trazer para o professor esclarecer, mas também haverá satisfação em descobrir
por conta própria os caminhos secundários e outros locais. O professor ainda
destaca que o estudo fora de sala de aula deve ser incentivado como algo
rotineiro e importante, sobretudo na universidade e escolas públicas, em que os
alunos geralmente não trabalham. Estudo esse que não pode se restringir ao
conteúdo abordado em aula. “Mais do que
motivar cabe ao professor o propósito de cativar os alunos para a matéria
ministrada. É papel do professor se interessar pelos alunos que têm dificuldade
e até mesmo desinteresse em estudar. Não podemos ser professores apenas para os
bons alunos, ignorando ou desprezando os demais. Eles representam a
oportunidade do docente exercitar a sua capacidade na plenitude”, completa
Cintra.
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