quarta-feira, 12 de março de 2014

Mídias - texto 3 , 4 e 5

Olá, estamos de volta após uma pequena parada para o Carnaval. Voltamos com entusiasmo e animação, aproveitando  a motivação da folia! 
Como vocês já sabem, iremos fazer um vídeo/slide sobre tudo o que aprendemos neste bimestre. Este vídeo será considerado como uma avaliação de confirmação de aprendizado, ok? Para isso vocês precisarão reler todos os textos que estão postados no nosso blog e lembrar de tudo o que falamos em sala de aula.
Estou postando, hoje, mais três textos que falam de como a criança já nasce preparada para absorver as novas tecnologias em seu dia-a-dia, são chamadas de nativos digitais e qual o papel do professor diante esta criança  e sobre que tipo de aula o professor deve ministrar para o jovem de hoje. POR FAVOR NÃO TENHAM PREGUIÇA DE LER ESTES TEXTOS, SERÃO OS ÚLTIMOS DO BIMESTRE E SERÃO MUITO IMPORTANTE PARA O RESULTADO DO TRABALHO, OK? Beijos e não se esqueçam de comentar os 3 textos!

TEXTO 3 - Chegaram os nativos digitais
A tecnologia digital provoca outras conexões cerebrais e transforma o modo de conhecer, de aprender.

As crianças nascidas na primeira década do século 21 crescem imersas em iphones, ipads, ipods, computadores, câmeras de vídeo e de fotos e tantas outras maquinetas inventadas nos últimos 20 anos, todas com base na tecnologia digital. Elas não fazem ideia da vida sem computadores, sem telefone celular ou telas touch screen.  Essas crianças o pensador norte americano Nicolas Carr chamou de nativos digitais. 
Os nativos digitais usam as novas tecnologias desde o nascimento, o que faz com que aprendam de modo diferente, porque constroem novas conexões cerebrais. Não importa se o modo é melhor ou pior de aprender. É diferente e inevitável. 
O século 21 teve seu início marcado pela tecnologia digital, que vem provocando uma ruptura no modo de interpretar o mundo, de conceber a vida. E não se trata apenas de uma transformação natural que ocorre no desenvolvimento da humanidade, mas de uma mudança de paradigma na visão de mundo, uma modificação radical. 
Quando a humanidade inventou a escrita, houve uma transformação marcante no acesso à informação e ao conhecimento. Até então, o suporte do saber era a oralidade. As pessoas memorizavam e transmitiam a informação. A escrita, e depois a invenção da imprensa, por meio de livros e outras publicações, tornou a informação acessível a muitos, e garantiu mais exatidão, pois já não dependia, exclusivamente, da memória humana. Da oralidade para a leitura, houve uma adaptação no cérebro para lidar com o novo tipo de mediação com o conhecimento. 
Vive-se, hoje, uma situação semelhante. A tecnologia digital provoca outras conexões cerebrais e transforma o modo de conhecer, de aprender. E criou uma situação inusitada: as novas gerações dominam o novo instrumental para interpretar e agir sobre a realidade, mas estão sozinhas nessa empreitada. A geração adulta não tem experiência e nem conhecimento para indicar rumos.    
A geração de adultos nascidos antes da última década do século 20 Nicolas Carr chama de imigrantes digitais. Por mais que tenham aderido à nova tecnologia, não nasceram imersos nela; lembram-se do mundo sem a internet e celulares, têm “sotaque”, recordam o passado, outra cultura. Conhecem uma língua diferente da dos nativos.
Diante da realidade contemporânea, a escola, que ainda tem a forma do século 19, precisa se repensar: recebe alunos nativos digitais e quem os educa são imigrantes digitais. Defrontam-se duas linguagens distintas, duas diferentes interpretações da realidade, dois modos de estabelecer conexões e relações entre saberes, o que cria perplexidade e mal-estar na educação escolar das crianças e jovens de hoje.  É preciso uma reflexão profunda para tentar superar a obsolescência da escola atual. 
As novas tecnologias criaram uma instabilidade de referências e valores que exigem uma educação para a transitoriedade, para a impermanência. Permanente é a capacidade de pensar e de aprender dos seres humanos. As novas gerações devem ser instigadas à aprendizagem constante e ao enfrentamento de desafios. 
Os conteúdos obrigatórios dos programas escolares estão nos sites de busca. É fácil acessá-los. O difícil é filtrar a informação e relacionar os saberes para solucionar problemas, que é o que a escola deve ensinar às gerações que vão viver em outro tempo, seguindo outro paradigma.  
Patrícia Konder Lins e Silva Pedagoga

TEXTO 4 - A escrita produzida pelos nativos digitais 

Luana Wünsch & Alex Paiva

Aplicações desenvolvidas para a promoção de habilidades de leitura, interpretação e escrita tornam-se grandes aliadas para que a possibilidade de produção de textos formais seja mais efetiva.
Não é de hoje que a linguagem altera-se à medida que as circunstâncias e necessidades de determinadas sociedades modificam-se por meio das transformações em seu entorno. Contudo, temos de concordar com o sociólogo espanhol Manuel Castells (2004) quando destaca que as tecnologias da informação e comunicação (TICs) são aceleradores desse fenômeno, sobretudo quando falamos da comunicação entre os jovens do século XXI, os nativos digitais, descritos pelo americano Marc Prensky — aclamado escritor e consultor na área de educação e inovação — como aqueles que sabem entrar e sair de ambientes virtuais, que cresceram com a tecnologia e sem ela o ato de comunicar-se muitas vezes não tem sentido (2001).
A palavra “sepá”, por exemplo, muito utilizada no Facebook, no Instagram e no Twitter (ver figura), elucida a junção de duas características-chave da linguagem desses jovens por meio das TICs: a abreviação e a onomatopeia. A palavra é formada por “se”, conjunção subordinativa condicional (ok! até esse ponto nós, imigrantes digitais, podemos entender!), e “pá”, onomatopeia de duas pessoas batendo as mãos, significando “conseguimos!”, ou seja, “sepá” é a abreviação do termo “se der certo!”.
Assim, os interlocutores podem ganhar tempo e tornar a conversa mais personalizada, segundo as adolescentes que dela participaram: “A gente diminui as palavras não só para ser divertido, mas para falarmos do nosso jeito e escrevemos com os ‘sonzinhos’ para criar intimidade com as pessoas” (figura).

É essa necessidade de adaptação que torna o desenvolvimento da linguagem uma das áreas mais estudadas com relação à concretização das particularidades pessoais e sociais ao longo dos tempos, tornando importante, nesse contexto, entendermos duas revoluções da comunicação: a transição da linguagem oral para a linguagem escrita e a migração da escrita da mídia em papel para a mídia digital.
Sob a perspectiva da transição da linguagem oral para a escrita, podemos ressaltar que essa só foi possível devido às grandes transformações anatômicas que possibilitaram a evolução de nosso cérebro, fazendo com que nós, humanos, pudéssemos nos tornar criaturas sociais e interativas, capazes de interpretar eventos como raciocinar, criar novos conhecimentos baseados em eventos anteriores e transmitir informações, deixando registros que fazem com que esses conhecimentos adquiridos possam ser disseminados entre a maioria dos seres de nossa espécie.
Apesar da dificuldade de pesquisadores em traçar um caminho evolutivo da fala, de acordo com Walter Ong (1986), historiador cultural e filósofo, o desenvolvimento dessa habilidade tão importante teve início há aproximadamente 6 milhões de anos. Ao longo do tempo, diferentes vocalizações foram se transformando gradativamente em trocas de informação entre indivíduos, até possibilitar a comunicação linguística (flexível) que temos hoje. Esse extenso caminho, de mais de 5 milhões de anos, ao longo do qual a transmissão de conhecimento era feita por meio da narração de histórias presentes na cultura dos povos, culminou na grande transformação ocorrida há apenas 6 mil anos na Mesopotâmia, onde os sumérios desenvolveram o primeiro recurso impresso de que se tem registro, denominado escrita cuneiforme. Ainda segundo o pesquisador Ong, foram necessários mais 2 mil anos para o surgimento do primeiro alfabeto, utilizado pelos semitas no Egito Antigo.
Mas por que a história deu tanta importância à escrita? O ato de escrever, além de ser capaz de transmitir o conhecimento de uma forma muito mais precisa e fidedigna que a fala, obriga-nos, ou pelo menos deveria forçar-nos, a tomar consciência do nosso conhecimento sobre determinado assunto. Ao longo dos anos, a construção da escrita evoluiu, novos gêneros textuais foram criados, e hoje podemos dizer que o poder da escrita passa muitas vezes despercebido na vida das pessoas letradas.
Se pararmos para pensar em nossa sociedade atual, perceberemos que estamos atravessando uma nova revolução associada à escrita. Cada vez mais, artefatos tecnológicos estão substituindo a mídia impressa e, por conseguinte, as pessoas passam a produzir menos textos manuais e a utilizar a digitação como principal meio de produção textual. Podemos comprovar essa transformação com dados do IBGE. No Brasil, os bens duráveis com maior crescimento nos lares brasileiros entre 2009 e 2011 foram o microcomputador com acesso à internet (39,8%) e o telefone celular (26,6%).
Sob a ótica da transição da mídia escrita para a digital, ao pensar no desenvolvimento de aplicativos para recursos tecnológicos, podemos citar o lançamento da ferramenta Coursewriter I em 1960, desenvolvida pela empresa IBM como um marco dessa nova revolução. Esse recurso tão inovador foi o primeiro aplicativo a possibilitar que pessoas sem treinamento formal em programação gerassem textos digitais de modo intuitivo. Passadas mais de cinco décadas de avanço frenético das tecnologias da informação e comunicação (TICs), é possível estabelecer uma comparação entre as formas de linguagem descritas por Pierre Lévy (1999), um dos principais nomes nos estudos sobre as interações entre a internet e a sociedade, e como a linguagem digital transformou a maneira como encaramos um texto (quadro).
Após o advento do Coursewriter I, inúmeros recursos digitais foram desenvolvidos, principalmente no meio educacional, com o intuito de se estimular a produção textual digital para que as pessoas deixassem de ser apenas consumidoras, mas também produtoras de conhecimento na sociedade da informação.
Uma pesquisa realizada em Curitiba (PR) com 37 jovens entre 13 e 14 anos pelo setor de tecnologia da Positivo Informática mostrou que as TICs, notadamente a utilização de uma ferramenta de criação de textos, podem proporcionar  a esses jovens a oportunidade de envolvimento na exploração e coautoria de conhecimentos sobre representação simbólica e desenvolvimento de conceitos de (re)alfabetização e afins.
Durante a pesquisa, foi dada aos participantes a opção de escolherem a mídia para a produção textual. Dentre eles, 100% optaram pela mídia digital (tablets e netbooks) em lugar do papel. Após a análise da causa dessa escolha, observou-se que a tecnologia digital, associada aos dispositivos multimídias móveis, pode estar gerando novas formas de acessar, criar e comunicar conhecimento por meio de textos digitais, enfatizando propriedades como hipertexto, interatividade e multimídia como bases adaptativas que servem para que os jovens sintam-se mais confortáveis para ler e escrever. De modo superficial? Nem todos os jovens o consideram. E o oposto também é verdadeiro: eles leem e escrevem mais utilizando computadores, celulares e tablets, porém à sua maneira.


 Já é hora de pararmos de reclamar da falta de profundidade de concentração e aprendizagem dos jovens e pensarmos coletivamente em soluções efetivas para isso. Em 2012, uma pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), que mediu a intensidade, a forma, a motivação e as condições de leitura, apontou que a falta de tempo é um dos fatores para a falta de leitura entre os brasileiros (Failla, 2012). Mas será que a leitura e a escrita tradicionais são suficientes para o cidadão alfabetizado no século XXI? Será que é suficiente para preparar os jovens alunos? Precisamos repensar nossa noção de letramento crítico, desenvolver a aprendizagem autêntica e as oportunidades de avaliar, atualizar e ampliar nosso currículo.
Sabemos que o nível de conforto dos adolescentes com a tecnologia é expressiva e que uma das vantagens dos recursos tecnológicos é a otimização do tempo para a comunicação. Então, por que não utilizá-la para gerenciar as informações que chegam até esses jovens a uma velocidade nunca antes possível e promover o seu interesse para a leitura? Afinal, se os interesses dos nativos digitais são diferentes, é natural pensarmos em diferentes maneiras de motivá-los.
Sob essa ótica, aplicações desenvolvidas para a promoção de habilidades de leitura, interpretação e escrita tornam-se grandes aliadas para que a possibilidade de produção de textos formais seja mais efetiva. “Sepá”, com o fornecimento de instruções relevantes para os jovens, talvez tenhamos uma grata surpresa de precisão, confiabilidade e perspectiva de informações geradas com propósitos adequados às suas necessidades e às características da língua portuguesa formal, ainda tão necessária.
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TEXT0 5 - Século XXI precisa de novo modelo de aula (Jornal 104 - Abril/2012)
Professor da USP diz que, mais do que motivar, cabe ao professor o propósito de cativar os alunos para a matéria ministrada - Por Ana Paula Machado Velho
A Associação dos Docentes da UEM (Aduem) promoveu, no início de abril, a palestra Reinventando a Aula Expositiva, com José Carlos Angelo Cintra, do Departamento de Geotecnia, da Universidade de São Paulo. O professor falou sobre como tornar as aulas mais interessantes, independente do tema e da matéria.
Segundo ele, para dar aula bem, não é preciso dom e que todos podem desenvolver essa habilidade de ministrar boas aulas. O docente precisa entender que é preciso um novo modelo. Cintra acrescenta que a aula expositiva do século passado era conteudista (Ensino conteudista é uma forma de ensino em que se passa uma quantidade enorme de conteúdo), desmotivadora e ministrada por um professor autoritário, até carrasco, às vezes. Essa aula realmente já era! No passado, o conhecimento era pouco acessível, com raríssimos materiais e textos didáticos, à exceção de apostilas de notas de aula impressas sem muito recursos e sem a internet para consultar. Ao aluno não restava alternativa senão ficar atento ao monólogo do professor, e copiar a matéria para ter o que estudar – os cadernos eram indispensáveis. O papel do professor era centralizador e o objetivo do ensino era o conteúdo, o máximo possível. Bom professor era aquele que ensinava mais, em quantidade de conteúdo. “Mas isso era compatível com a estrutura social em que vivíamos, com pouca liberdade e relacionamentos marcados pela hierarquia rígida. Era a época dos ‘superiores’ muito exigentes, severos, bravos (na sociedade, na família e na escola), com aplicação de castigos, por vezes, até físicos. Dos tempos de disciplina rigorosa na escola, talvez tenha surgido o outro significado para o vocábulo disciplina, o de ramo do conhecimento, ciência ou matéria”, explica Cintra.
Novos tempos – O professor destaca que esta realidade mudou. A nova aula expositiva para o século atual é não conteudista, com objetivo de motivar o aluno, fazê-lo entender e gostar da matéria ensinada, ministrada por um professor acessível que busca um relacionamento amigável com os alunos. “Na nova aula expositiva, o professor deve se impor o desafio de ensinar de modo que o aluno goste e entenda a matéria, lembrando que todo assunto pode ser chato ou atraente, dependendo da forma com que é ensinado e das estratégias empregadas. Dessa forma, ensinar se torna uma atividade apaixonante”, acrescenta.
Para Cintra, enquanto a aula do século passado priorizava a teoria, ao aluno de hoje é mais propício começar pela prática, como forma de incentivar o estudo teórico. E mais, ele destaca que a boa aula é antídoto para questões indisciplinares em sala de aula e, ainda, para o problema da falta dos alunos às aulas. Com boa aula, o professor não precisa utilizar artifícios para prender o aluno em sala de aula.
O papel do professor – Cintra apresenta uma analogia para ilustrar a figura do estudante atual. Diz que, diante da profusão do conhecimento no mundo de hoje, o aluno é como um visitante perdido ao chegar pela primeira vez a uma megalópole. Ao professor está reservado o papel de desenhar o mapa da cidade, destacando a região central, as avenidas principais, os bairros mais importantes etc. Essa orientação deve ser o suficiente para o aluno iniciar as suas próprias incursões na grande “cidade” do conhecimento. Haverá dúvidas, que ele poderá trazer para o professor esclarecer, mas também haverá satisfação em descobrir por conta própria os caminhos secundários e outros locais. O professor ainda destaca que o estudo fora de sala de aula deve ser incentivado como algo rotineiro e importante, sobretudo na universidade e escolas públicas, em que os alunos geralmente não trabalham. Estudo esse que não pode se restringir ao conteúdo abordado em aula. “Mais do que motivar cabe ao professor o propósito de cativar os alunos para a matéria ministrada. É papel do professor se interessar pelos alunos que têm dificuldade e até mesmo desinteresse em estudar. Não podemos ser professores apenas para os bons alunos, ignorando ou desprezando os demais. Eles representam a oportunidade do docente exercitar a sua capacidade na plenitude”, completa Cintra.



sexta-feira, 7 de março de 2014

2ª aula: Interdisciplinaridade da arte e matemática

Aqui está a nossa segunda aula de artes. Como a primeira, não há necessidade de comentar, mas é preciso estudar. Os vídeos desta aula, estarão postados na aba VÍDEOS,ok? Assistam e se quiser comentem! Lembrem-se é só clocar nas imagens para lerem melhor.











terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MÍDIAS-Texto 1


Aqui começa o nosso ano letivo de 2014 e muitas ideias apresentaremos neste 1º bimestre, sobre como podemos utilizar as Mídias na Educação. Até aí, parece que falei em grego.... o que quer dizer Mídias?

Muito se fala hoje sobre os poderes da tecnologia na Educação. Mas, diante de notícias de escolas que já adotaram tablets e lousas interativas, pergunta-se cada vez mais se tudo isso é eficaz para o que o Brasil realmente precisa: melhorar a qualidade do ensino e o desempenho escolar das nossas crianças e adolescentes. O que você pensa sobre isso?
Hoje, em geral, as crianças têm mais contato com a eletrônica e com mídias cativantes. Crescem diante da televisão, vendo-a como companheira de seus momentos de liberdade. Enquanto jogam videogames ou usam computadores, os jovens criam com esses objetos relações afetivas e entram no mundo da ciência naturalmente. 
O computador pode ser chamado de máquina das crianças, uma vez que muitos jovens não conhecem o mundo sem o computador. Eles brincam, divertem-se, aprendem com o computador.
Mas como fica a fala e a escrita diante desta novidade toda? Será que essa empolgação toda aconteceu, anos atrás, quando o primeiro livro apareceu? Assista a este vídeo e entenda como o novo pode ser difícil de ser aceito!  A invenção do livro.
 Agora comente, aqui, em nosso blog e vamos responder algumas questões em sala de aula.

Bom início de ano e bons estudos!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A interdisciplinaridade da Arte

Esta  aula já está sendo dada em sala. Postei para que vocês tenham como estudar e relembrar tudo o que falamos em sala,ok? Não precisa comentar! É só clicar em cima da imagem,ok?









quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MÍDIAS - TEXTO 2

A maior sala de aula do mundo
Entrevista // Henrique Koifman 
Na aula do dia 11/02/14 de terça-feira passada, vimos um vídeo sobre o uso das tecnologias em sala de aula – reportagem do Fantástico – vocês se lembram? Este texto é uma continuação de uma das reportagens exibidas no vídeo.  É uma entrevista com o norte-americano Salman Khan feita pelo Skype (ferramenta de bate-papo em voz e vídeo, em tempo real, pela internet), ele fala sobre educação e professores, abordando ainda a parceria entre sua academia e a Fundação Lemann, que financia a versão para o português da plataforma com exercícios e vídeoaulas. A nova plataforma da Khan Academy estará disponível gratuitamente para os estudantes e professores brasileiros, totalmente em português, a partir de janeiro de 2014 no endereço www.fundacaolemann.org.br/khan-portugues. Leiam e respondam as perguntas que estão no final do texto, levem as respostas para a sala de aula, ok?

“Henrique Koifman pergunta: - Em seu livro Um mundo, uma escola, você afirma que qualificar o tempo na escola é uma questão muito importante. Como a tecnologia pode ajudar a escola a fazer isso e também a ser mais criativa? 
Salman Khan responde: - O modelo que temos hoje no mundo para a educação é o mesmo utilizado no final do século XVIII, nos primeiros estágios da Revolução Industrial, um conceito empregado para produzir qualquer tipo de coisa em escala por um preço razoável, tal como nas fábricas. Formamos grupos de alunos que vão sendo conduzidos, juntos, por uma mesma trilha. Cada um deles tem duas semanas para aprender determinado conteúdo. Os que conseguirem aprender receberão conceito A; outros aprenderão razoavelmente bem e receberão B ou C, enquanto outros não vão dar a mínima para o conteúdo. Se aprenderem bem o conteúdo, terão “bom futuro”; se prosseguirem falhando, terão “mau futuro”.
É claro que, mesmo cem anos atrás, as pessoas já pensavam que o ideal seria que cada aluno tivesse uma instrução, uma formação mais personalizada. Se ele não entender o conteúdo, vamos explicar mais até que compreenda. Não faz sentido passar para a matéria seguinte se você mal compreendeu o assunto anterior. As pessoas sempre concordaram com essas ideias, mas simplesmente não havia um modo prático de adotar tal medida nas escolas, havendo 30 crianças em uma sala. Hoje, o que a tecnologia é particularmente boa em proporcionar é justamente localizar, ordenar e personalizar conteúdos e sistemas, facilitando a coordenação das informações. 

HK - Como o conteúdo é apresentado aos alunos?
SK - Na maioria das escolas, as salas de aula são o único espaço onde a informação é disseminada. O professor dá a aula, apresentando o conteúdo, e esta é a sua única chance de adquiri-lo. Então, as crianças ficam preocupadas em anotar tudo, pois sabem que, se não anotarem, provavelmente esquecerão o que foi explicado. Com os recursos atuais, não é preciso anotar ou ficar apreensivo para captar tudo naquele único momento, pois é possível ter acesso àquele conteúdo quantas vezes for preciso e quando quiser — basta acessá-lo para refrescar a memória. É como se o quadro-negro nunca fosse apagado. Você pode fazer seus exercícios em seu próprio tempo e em seu próprio ritmo. Sabe que vai conseguir aprender, e as aulas passam a servir para que você tenha instruções personalizadas de seu professor, para que você trabalhe com seus colegas e com o sistema, para que você avance no seu próprio tempo.

HK- Como a tecnologia pode ajudar os professores a entender e acompanhar o ritmo de aprendizado de cada aluno?
SK - Habitualmente, o que ocorre é que alguns estudantes estão captando a aula no ritmo esperado, outros podem estar ficando até impacientes, por pensar que avançam lentamente, e outros simplesmente ficam sem nada entender ou sem conseguir fixar-se no professor. No entanto, o professor só vai conseguir ter uma noção mais precisa sobre isso quando aplicar um teste, no qual os alunos se dividirão entre os que aprenderam tudo e tiraram A, aprenderam parcialmente, com B e C, ou não aprenderam nada ou quase nada. O ideal seria que quem não tivesse tirado um A merecesse uma atenção especial do professor para que pudesse entender e absorver o conteúdo que ficou faltando. Porém, o que ocorre no sistema atual é que, se você atinge o grau mínimo, um C, segue adiante. Seria ótimo se o professor pudesse saber com dias ou semanas de antecedência que aquele aluno está na trilha para tirar um C ou um D e, assim, dedicar mais de seu tempo ou mesmo indicar um colega de turma melhor naquele tópico para ajudá-lo a superar suas dificuldades e aprender o que está sendo ensinado. Por meio das ferramentas TECNOLÓGICAS, o professor pode verificar o que os alunos estão estudando, por quanto tempo, como se saíram nos exercícios e quais são suas dificuldades. Com isso, podem mandar um e-mail ou telefonar para eles e oferecer ajuda nos tópicos em que demonstram maior dificuldade ou sugerir pesquisas e material que possam ajudá-los. Esse tipo de informação sobre a evolução dos alunos está permanentemente disponível para os professores, algo que nunca ocorreu antes. Em geral, a única informação que os professores têm em relação à compreensão de seus alunos durante as aulas é a fisionomia deles. Tentam deduzir como seus alunos estão recebendo aquele conteúdo, se estão ou não acompanhando como esperado, mas têm muito pouca informação para essa dedução.

HK - Quais são as diferenças entre as salas de aulas tradicionais e o novo modelo que você propõe?
SK - A sala de aula tradicional tem 30 carteiras, todas viradas na mesma direção; o professor tem um quadro no qual apresenta suas aulas e, às vezes, corrige e passa deveres de casa. Na nova sala de aula, as crianças passam parte do tempo trabalhando cada uma em seu próprio ritmo, resolvendo exercícios, estudando o conteúdo, mas não é uma forma de isolamento. Na verdade, é no modelo tradicional que elas ficam isoladas, sem poder falar com as outras, preocupadas apenas consigo mesmas e em tomar notas. Na sala que propomos você trabalha nas matérias e ajuda os seus colegas. Se tiver dúvidas, pede ajuda e alguém vem explicar. Os professores acompanham o processo e sabem quem são os alunos que precisam de maior atenção a cada momento, podendo sentar-se perto deles.

HK- Como professor, qual é, em sua opinião, o maior desafio para quem ensina?
SK - Outro dia me encontrei com a representante de uma organização que envolve dezenas de professores aqui nos Estados Unidos e perguntei a ela: “O que diferencia os melhores professores dos demais?”. Ela comentou que muitas pessoas acreditam que os melhores professores são os que dão as aulas mais atraentes, mas que não é isso que diferencia um bom professor. Outras valorizam mais os profissionais que têm títulos, como o PhD, mas que também não é isso que faz os melhores professores. Para ela, os professores que realmente fazem com que seus alunos evoluam no conhecimento, que conseguem motivar e fazer com que os estudantes percebam que eles próprios devem assumir responsabilidades sobre si mesmos e sobre sua educação são os melhores. Assim, acredito que o grande desafio para os professores é saber como, entre todas as suas tarefas, criar tempo para poder estabelecer essas importantes conexões pessoais com os alunos a fim de exercer o importantíssimo papel de adulto na vida deles — às vezes, o papel do principal adulto — e ajudar a fazer com que os jovens acreditem em si mesmos, que se sintam capazes e motivados para realizar coisas e para que se sintam donos de seu destino.
O aluno que tiver em sua vida aquele professor que gire a chave em sua cabeça, que faça com que, no lugar de encarar a escola e o estudo como obrigação, entenda que adquirir conhecimento é fundamental para que ele venha a ter uma boa carreira, um bom futuro, estará sendo programado para os próximos 60 anos de sua vida. Este é o segredo de ensinar — e espero que estejamos desenvolvendo ferramentas que liberem mais tempo para que os professores possam se dedicar mais a essa conexão fundamental com seus alunos.”

Agora pense e responda:
1-       Como futuro professor ou mãe ou pai de um futuro aluno de uma escola possivelmente nova, como seria este modelo de escola nova? Seria como a idealizada pelo Saman Khan ou não? Por quê?
2-       Que tipo de metodologia inovadora você gostaria que essa escola tivesse?  Pense em uma escola que usa as tecnologias e uma que não usa, mas que tem algum diferencial em seus métodos de ensino. Descreva-a com detalhes; Ambiente em sala de aula ( mobiliários, iluminação, espaço,etc) e metodologia de ensino ( Ex: como professor eu trabalharia com 25 ou 30 alunos apenas; trabalharia com os alunos sentados em grupos ou em duplas ou individualmente; teria dois quadros ou uma TV ou um palco...) Use a sua imaginação e idealize um modo de educação que seja adequado as suas necessidades. EU TE DESAFIO A PENSAR EM MUDAR A NOSSA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO!!!!

3-       Comentem neste blog o que achou da entrevista e traga, na próxima terça-feira ( 18/02), para sala as respostas das perguntas 1 e 2;

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Fundamentos e matrizes da arte

Iniciaremos o ano letivo falando sobre alguns fundamentos para conhecer a disciplina Arte como um campo de conhecimento presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais para as séries iniciais do Ensino Fundamental. 

  1. A Arte na escola deve basear-se na educação e na observação estética do cotidiano, complementando a formação dos alunos conforme orienta a Lei nº 9.394/96 (LDBEN) no art. 26 § 2o: “O ensino de arte constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.”
  2. “O propósito da arte não é mudar o mundo ou desafiar a política. Se inutilidade significa que não há um resultado mensurável e positivo, a arte é certamente sem utilidade. Ela deve desafiar as crenças das pessoas e seus hábitos estéticos. Ela pode fazer você questionar a si próprio e o modo pelo qual vê o mundo. Individualmente, a arte tem um poder mágico e encantador.” (R. Tal. O Globo, 2007) 
  3. A arte é interdisciplinar por natureza. O pensamento artístico auxilia as pessoas a ampliar a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação, tornando-os mais flexíveis para criar e conhecer, condições fundamentais para a aprendizagem, na vida e na escola, além do desenvolvimento da sensibilidade estética e crítica. O produto da ação criadora, a inovação, é resultante direta de novos elementos estruturais ou da modificação de outros, seja na intervenção efetiva na obra, seja na mudança do olhar crítico em relação a ela.
Essas são apenas alguns fundamentos que nos levam a outras reflexões. Pensemos: Qual a função social do sistema educativo? Por que algumas matérias e não outras? O que ensinar? Que tipo de pessoas o ensino deve promover? Esses são os Princípios curriculares básicos dos Parâmetros Curriculares Nacionais.MEC. 1997
- Domínio da língua falada e escrita
- Elaboração de conceitos matemáticos 
- Percepção espacial e temporal do mundo
- Experimentação e explicação científica
- Fruição da arte e de mensagens estéticas
Com relação a Arte, vamos ver os conceitos e competências a serem trabalhados durante o primeiro segmento do Ensino Fundamental, significativas que cada aluno deve vivenciar, de maneira integrada com as diferentes áreas do conhecimento:
  • Criar formas artísticas demonstrando algum tipo de capacidade ou habilidade.
  • Estabelecer relações com o trabalho de arte produzido por si e por outras pessoas, sem discriminação estética, artística ou de gênero. 
  • Identificar alguns elementos da linguagem visual que se encontram em múltiplas realidades.
  • Reconhecer e apreciar vários trabalhos e objetos de arte por meio das próprias emoções, reflexões e conhecimentos. 
  • Valorizar as fontes de documentação, preservação e acervo da produção artística. 
  • Compreender a estrutura e o funcionamento do corpo e os elementos que compõem o seu movimento. 
  • Interessar-se pela dança como atividade coletiva. 
  • Compreender e apreciar as diversas danças como manifestações culturais. 
  • Compreender e estar habilitado para se expressar na linguagem dramática. 
  • Compreender o teatro como ação coletiva. 
  • Compreender e apreciar as diversas formas de teatro produzidas pelas diferentes culturas. 
  • Ouvir e produzir músicas variadas. 
  • Conhecer e apreciar a produção artística brasileira, como formadora e expressão da nossa identidade cultural.
Vamos trabalhar estas competências e descobrir o que a Arte pode fazer por nós e pelas nossas crianças!
Comentem aqui no blog e tirem suas dúvidas em sala de aula.

sábado, 19 de outubro de 2013

O Grafismo está no ar!

Vejam o resultado dos trabalhos de Grafite que fiz com as turmas do 9ºano, neste bimestre. Os sentimentos foram muitos, as ideias também: superação, amor, educação, manifestações sociais e perdas, e o resultado? MARAVILHOSO!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Grafite X Pichação - Quais as diferenças?


Existem diferenças gritantes entre essas duas manifestações. Meus alunos as classificaram como: "grafismo é arte e pichação é vandalismo!" Será esta a única diferença? A resposta veio de imediato: " NÃO!" "Grafismo é uma forma de expressão do artista, se ele tem algo para dizer, ele pinta na parede." E a Pichação? Também não é um modo de se expressar? Eles me responderam, com algumas dúvidas: "Sim." Então eu expliquei que podemos nos manifestar de diversos modos, mas devemos aceitar as críticas que poderão vir destas manifestações. As pichações tem um cunho mais agressivo, uma ideia de competição particular dentre os pichadores, um "gostinho" de proibido que empolga qualquer um e as vezes, sem significado. Já o Grafismo, também é proibido, mas já é mais aceito pela sociedade, pois não agride tanto e harmoniza os locais que são feitos. São bem coloridos, criativos, e tem um significado que entendemos. Mesmo que alguns não gostem dos desenhos, esta manifestação está a um passo de ser classificada como ARTE e de ser aceita definitivamente pela sociedade, esta já aceita o Grafismo na parede de sua casa e começa a dar valor ($) as obras agitando o mercado da arte brasileira.
Assistam ao vídeo abaixo e deem a sua opinião, ok?





segunda-feira, 6 de maio de 2013

Estamos começando o nosso 2º bimestre de 2013. Vamos iniciar percebendo a importância das artes visuais na vida do indivíduo e identificar artistas como agentes sociais de diferentes épocas e culturas. Assistam ao vídeo abaixo e respondam: O que vocês entenderam das frases escritas neste vídeo,  de vários autores diferentes, sobre o significado da arte?  Escolha uma das frases para explicar, com suas palavras, o que entendeu e escreva uma de sua autoria, que resuma a sua opinião sobre o que você pensa sobre o significado da arte para a nossa vida. VALENDO PONTO!

segunda-feira, 4 de março de 2013

O MODERNISMO NO BRASIL!

Enfim, depois de iniciado o ano letivo de 2013 e das devidas apresentações as turmas, entraremos no nosso conteúdo, referente ao E.F. 9ºano, que é o Modernismo. Este ano usaremos o nosso blog, como ferramenta de complementação de estudo, pois também, teremos uma apostila que nos ajudará a entender a nossa matéria. Teremos outras disciplinas junto com a nossa, ARTE, como História, e Português, assim uniremos forças para esmiuçar este tema que é de suma importância para a história do no país.
Iniciaremos com alguns vídeos que nos ajudarão nesta empreitada. Todos devem ser vistos e comentados, ok?
Este sobre o Modernismo.












Este sobre a Semana de Arte de 1922: