terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dengue, afaste essa ideia!

Hoje, dia 15/02 não pude ir trabalhar e peço desculpas! Mas tenho justificativa, a dengue atacou novamente. Depois de mim e meu marido agora é minha filha. Não consigo acreditar que n[os estamos reféns deste inseto por falta de vontade política e por ignorância da população. Quem paga por isso somos nós. Aproveito esse assunto, que é muito triste, para mostrar algumas charges sobre esse problema que assombra a população do Rio de Janeiro e este ano, particularmente a cidade de Bom Jesus do Itabapoana.
A charge é um desenho sobre uma situação social que mostra o lado irônico do problema, como esses:

Que tal a gente também fazer o nosso protesto contra essa situação tão calamitosa que está em nossa cidade? Lanço um desafio para vcs, fazer uma charge bem legal sobre a situação política e social de nossa cidade. O melhor desenho será símbolo de uma campanha, organizada por nós exigindo uma atitude das autoridades e concientização da população de como evitar este mal. Quem topar participar, me procure na escola na próxima terça-feira que falaremos sobre o assunto. Bjs e espero trabalhos criativos de vocês!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Nosso novo começo!

TURMAS DE DO CURSO CN1ºANOS:
Hoje é o nosso primeiro dia de aula,08/02 e vamos começar o bimestre falando, analisando e vendo obras de arte e conhecendo sobre artistas famosos da história da arte do nosso mundo.
Já temos alguns artigos neste blog e eu quero que vocês os leiam. Nos artigos do Cezanne e Arte dos mestres façam um pequeno comentário, no próprio blog no espaço reservado para comentários dos artigos, sobre o que você achou das imagens e do artigo. Tente dar uma opinião sincera sobre as imagens e sobre Cezanne, artista do início de século XX, repare nas cores que ele usou na obra e na sua técnica. Seja breve, pois este comentário vale ponto de participação para próxima aula,ok?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

172 anos de Cezanne!

Hoje, 19 de janeiro de 2011, celebram-se os 172 anos de nascimento de Paul Cézanne, um dos principais pintores do pós-impressionismo, do qual fazem parte grandes nomes, como Manet . Cézanne nasceu na França em 19 de janeiro de 1839, na cidade de Aix-la-Provence, e faleceu lá mesmo, em 22 de outubro de 1906, aos 67 anos, vítima de pneumonia. Paul Cézanne foi escolhido para ser o Google Doodle de hoje.
Suas obras, no início, tendiam ao tom de preto, provavelmente devido a sua natureza um tanto deprimida. Com o tempo, acabou se tornando um pintor impressionista e, no final de sua vida, seria um dos líderes do movimento Pós-Impressionista, que se caracterizava por formas simples para representar a natureza, baseado em formas geométricas (um cilindro para representar um tronco de árvore, ou um círculo para representar uma maçã, por exemplo), na bidimensionalidade e no uso de poucas cores, vivas. Inspirados em seus trabalhos, futuros pintores, como Pablo Picasso, dariam origem ao cubismo, uma derivação natural do foco em formas geométricas.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Este é só começo!

Nossa, que loucura! Eu estou escrevendo no meu Blog! Pode ser que para vcs isso não seja nenhuma novidade,mas para mim é. Este blog é especial para mim, pois pretendo usá-lo para me comunicar com meus alunos e transmitir, não só notícias como a da estátua de Michelãngelo, mas como matérias sobre as minhas aulas para 2011. Sei que vou cometer alguns erros,afinal é uma mídia nova que eu estou experimentando e espero que me perdoem e me ajudem. Aqui vamos poder viajar pelo mundo todo das artes e pelo mundo dos museus de Paris, de Amsterdã, Alemanha, Brasil, e outros que vcs quiserem conhecer. Bom este é o meu objetivo e espero conseguir.
Sobre a reportágem postada anteriormente gostaria de passar um pouco da minha experiência para vcs, pois já fui à Italia e a vi bem de pertinho e posso afirmar que ela pertence a todos nós! É um patrimônio apreciado e admirado por todos e não deveria ser motivo de disputa. Entendo a posição de todos os envolvidos na história, mas para mim ela perence ao povo.
E vcs o que acham? Façam os seus comentários e dêm a sua opinião. Até mais e obrigada !
Abraços, MClara

A quem pertence a estátua David de Michelangelo?

Disputa travada entre prefeitura de Florença e governo italiano diz respeito também a turismo, cultura, história e lucro
The New York Times | 03/09/2010 08:02
Por 500 anos, o David de Michelangelo foi símbolo da independência e da virtude de Florença. Assim, quando um relatório encomendado pelo governo federal este mês afirmou que a Itália – e não a cidade – é dona da estátua, os ânimos locais esquentaram. A escultura, o prefeito Matteo Renzi retrucou, “sempre pertenceu e sempre pertencerá a Florença”.
“O David não é um guarda-chuva”, pelo qual podemos brigar, ele disse. “É um monumento no qual a cidade de Florença ainda vê a sua identidade”.
Orgulho cívico orgulho de lado, a disputa sobre o David também trouxe à tona uma questão cada vez mais levantada por muitos governos locais: Quem deve se beneficiar do patrimônio cultural da Itália? Em 2009, mais de 1 milhão de pessoas visitaram o David, que está em exposição na Galeria Accademia, o quarto local cultural mais visitado do país. As vendas de ingressos ultrapassaram US$ 7 milhões. O lucro foi para os cofres federais do Ministério da Cultura.
Restauradora limpa estátua de David, finalizada por Michelangelo em 1504
A questão da propriedade – e outros pedidos de participação nos lucros do David – datam de administrações anteriores. Mas a virada veio no início deste ano, quando o Ministério da Cultura contratou advogados para examinar os documentos existentes e determinar o seu legítimo proprietário.
Histórico

Em um documento de nove páginas, os advogados concluíram que o David pertence ao país, o sucessor legal da República de Florença, que encomendou a estátua em 1501.
Finalizado em 1504, ele foi imediatamente saudado como uma obra-prima (Giorgio Vasari, pintor e arquiteto italiano do século 16, escreveu que “quem quer que tenha visto este trabalho não precisa ver outra obra executada em escultura, quer seja no nosso tempo ou em outros”) e colocado na frente do Palazzo della Signoria, o então – como agora – coração cívico da cidade.
A estátua permaneceu lá até 1873, quando foi transportada para a Accademia, que pertencia ao recém-criado Reino da Itália, antecessor da Itália moderna. (Uma cópia da estátua foi colocada na frente do Palazzo della Signoria, também conhecido como Palazzo Vecchio, no início do século 20.)
Uma base foi construída para o imenso trabalho e, em 1877, a cidade emprestou dinheiro do governo nacional para completar a estrutura. Na época, a cidade poderia ter avançado os seus direitos de propriedade, mas não o fez, lembraram os advogados no relatório. Portanto, eles disseram, a cidade não tem argumentos para uma reclamação agora.
Prefeito
Mas o prefeito tem seus próprios documentos na manga. Florença foi a capital do Reino da Itália entre 1865 e 1870, e o David, ele disse, foi parte de um pacote que o reino deu à cidade após a transferência da capital para Roma. A prova de propriedade, segundo ele, está em um documento do dia 09 de junho de 1871, que autoriza a transferência para a cidade de vários edifícios, incluindo o Palazzo Vecchio.
O relatório dos advogados, diz que não há nenhuma menção específica ao David em tais documentos, “embora nessa altura ele já tivesse assumido um valor enorme e simbólico”.
Em uma reviravolta estranha, as agências de notícias italianas também informaram que Simone Caffaz, presidente da Academia de Belas Artes de Carrara, de onde o mármore usado para o David foi extraído, disse acreditar que Carrara tem direito sobre o trabalho de Michelangelo.
“Se o Estado e a cidade levarem essa questão para o tribunal, será uma publicidade terrível para Florença”, disse Gabriele Toccafondi, membro do Parlamento e líder local do partido de centro-direita Liberdade do Povo. “As pessoas vão ver isso como uma espécie de commedia all'italiana”.
Turismo
Renzi, o prefeito insiste que seu pedido de propriedade do “David” não tem como objetivo apenas a propriedade. Ainda assim, 8 milhões de turistas por ano têm um impacto sobre a cidade, ele disse em uma entrevista em seu escritório no Palazzo Vecchio. Inúmeros turistas “vêm à cidade a cada dia e nós lhes oferecemos serviços”, ele disse. Mas os milhões gastos em museus da cidade vão direto para o governo federal, acrescentou. "Essa é uma nova instância de David versus Golias”, ele disse. “Nossa batalha é por uma forma diferente de gerir o patrimônio cultural de uma cidade que vive da cultura”.
Oficiais do Ministério da Cultura rebateram dizendo que a receita dos ingressos é enganosa. Apenas dois locais de interesse cultural na Itália realmente ganham dinheiro – o Coliseu e o local que hospeda o quadro A Última Ceia, de Leonardo, em Milão – enquanto o resto está no vermelho, disseram.
O que a cidade deixa de mencionar, aliás, são as atividades ligadas ao turismo e negócios, disse Roberto Cecchi, diretor-geral do Ministério da Cultura. Citando um estudo recente do Ministério realizado no Coliseu, Cecchi disse que para cada euro feito no país com a vendas de ingressos em 2009, as empresas locais obtiveram muito mais em vendas. “Esse é o setor que devemos desenvolver”, disse.
Em Florença, acrescentou Cecchi, um acordo está sendo criado para um único bilhete que daria acesso a todos os museus da cidade e do país. “É um modelo integrado”, que poderia ser um passo em direção a uma maior cooperação, disse.
Mas para críticos como Renzi, que aos 35 é uma estrela em ascensão da centro-esquerda italiana, o Ministério da Cultura está cercado por uma burocracia gigante e uma visão ultrapassada do seu mandato, que efetivamente resiste a qualquer tentativa de modernização.
“A cultura na Itália está nas mãos de pessoas que podem saber tudo sobre Vasari”, mas têm medo de se abrir para a mudança, ele disse. Sua administração, por outro lado, “quer ver a cultura como desenvolvimento economic”, oferecendo serviços melhores, como horários de funcionamento maiores nos museus, de modo que a cidade possa ser mais competitiva pelos dólares dos turistas, disse.
Patrimônio

No ano passado, o ministério criou uma nova divisão – a diretoria de museus – para fazer uma melhor utilização do potencial comercial do seu patrimônio cultural. Mas a resistência tem sido muito grande, tanto dentro do ministério, quanto de membros da intelligentsia cultural que temem o excesso da comercialização da arte.
Em uma semana recente, dezenas de turistas estavam boquiabertos diante do David, imenso sobre sua tribuna na Accademia.
Ver o David tinha sido definitivamente “o ponto alto desta viagem”, disse O'Keefe Sorcha, professora de escola primária de Cork, na Irlanda. Mas a disputa sobre o “David” faz pouco sentido para ela. “Eu não vejo como seria importante quem é o dono oficial, desde que ele esteja lá para que todos possam desfrutar”, ela disse.
*Por Elisabetta Povoledo