quinta-feira, 3 de julho de 2014

TEXTO 7.2ºBI - JOGOS EDUCATIVOS

TECNOLOGIA
Os sites que divertem e ensinam Texto Marina Azaredo

Como aproveitar a tecnologia na Educação? Dicas e orientações para tirar o melhor da internet - com segurança.
Um dos principais símbolos dessa nova geração é justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.
E o que essas crianças e esses adolescentes fazem na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Twitter e Facebook, conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não necessariamente acrescentam algo à formação intelectual. 
O tempo passado na Internet pode ser voltado para o aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS. 
A pesquisa apresentou uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de sete especialistas em Educação:
·       Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
·       Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS
·       Humberto Estevam, diretor de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) 
·       João Luís de Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP e coordenador pedagógico da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP)
·       Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania
·       Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP 
·       Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo.
·       Atividades Educativas (http://www.atividadeseducativas.com.br/)
O que é: Como o próprio nome diz o site Atividades Educativas reúne diversas atividades educativas para crianças e adolescentes. Aproxima-se de uma enciclopédia interativa, abordando assuntos para diferentes idades, inclusive temas relacionados à educação especial.
Para quem: O site é recomendado para todas as idades. Crianças a partir dos 9 anos podem navegar de forma autônoma e explorar bem seus recursos. Crianças menores devem ter o apoio de um adulto para ajudá-las a navegar pelo ambiente.
Não perca: A lista de jogos mais populares do site. Há atividades para todas as faixas etárias.
Palavra da especialista: "É um site que mescla diferentes informações, conhecimentos e atividades que podem prender a atenção de crianças e jovens por um bom tempo, estimulando a aquisição de novos conhecimentos", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania

·      Discovery Kids Brasil (http://www.discoverykidsbrasil.com/)
O que é: O site do canal Discovery Kids tem vídeos jogos, atividades e concursos que envolvem os personagens dos desenhos animados do canal. Há também uma seção para pais, com enquete, artigos e propostas de atividades para desenvolver a motricidade das crianças.
Para quem: Assim como o canal, o site tem atividades para crianças de 0 a 6 anos. Mas, como há muita leitura, é importante que os pais naveguem junto com o filho.
Não perca: Os vídeos educativos. Há uma série interessante que explica conceitos opostos, como juntos/separados, longe/perto e embaixo/em cima.
Palavra da especialista: "O site tem entre suas principais qualidades o fato de não apelar ao consumo de produtos", segundo a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.

. Jogos Educativos
O que é: O site Jogos Educativos reúne uma série de joguinhos que proporcionam uma interação saudável da criança com o computador.
Para quem: Ideal para crianças na faixa dos 5 anos.
Não perca: O Jogo do Alfabeto (http://jogoseducativos.jogosja.com/jogos-educativos-alfabeto.aspx), em que, a partir da forma das letras, as crianças devem montar um quebra-cabeça.
Palavra da especialista: "O site tem uma proposta educativa interessante. Alguns dos jogos não têm o enfoque das disciplinas, mas são coloridos e interessantes para formação do raciocínio lógico da criança e aquisição da linguagem escrita e tecnológica", afirma Adriana Bruno, da UFJF
·       Jogos para Crianças
O que é: O site Jogos para Crianças ( http://criancas.jogospara.com/Jogo-Piano.aspx e http://criancas.jogospara.com/default.aspx?idc=1 e http://criancas.jogospara.com/Jogo-Tenis.aspx)  apresenta jogos que podem estimular as crianças quanto a raciocínio, concentração e artes. O seu foco maior é a diversão, mas pode proporcionar ganhos educacionais indiretos. 
Para quem: Os jogos são indicados para crianças que estejam entre os 5 e os 8 anos de idade. Abaixo dessa faixa etária, fica um pouco mais difícil o manuseio e a diversão. Para os mais velhos, há a perda de interesse e a busca por algo mais elaborado, rápido e desafiador. 
Não perca: A seção "Puzzle", que tem vários quebra-cabeças virtuais. 
Palavra do especialista: "O site pode ser útil e estimular crianças menores quanto ao raciocínio, artes, lógica e concentração. Creio, porém, que seria necessário adicionar mais jogos, ampliando as possibilidades de diversão e, ao mesmo tempo, que a página fosse saneada quanto ao excesso de propaganda que apresenta", avalia João Luís Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP

·       Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônicahttp://www.maquinadequadrinhos.com.br/ )
O que é: O  Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica é o 1º editor online de histórias em quadrinhos do Brasil. No site, fãs de todas as idades podem criar suas próprias histórias, usando personagens, cenários, objetos e balões do universo da Turma da Mônica. As histórias são avaliadas pelos visitantes da página, e as melhores poderão até ser publicadas nas revistas da Turma da Mônica.
Para quem: É indicado para crianças de 4 a 12 anos.
Não perca: A possibilidade de fazer os próprios quadrinhos.
Palavra da especialista: "O site desenvolve a criatividade das crianças. Ele estimula a produção de textos e publica as histórias produzidas pelas crianças, depois de aprovadas pela equipe do site. Caso a publicação não seja imediata, as crianças interagem com a equipe e melhoram suas histórias, sendo uma atividade de aprendizagem", diz Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.

·      Pintores Famosos ( http://www.pintoresfamosos.com.br/ )
O que é: O site Pintores Famosos conta com a biografia de 37 pintores mundialmente famosos, abordando não apenas os fatos marcantes da vida de cada um, mas principalmente como se desenvolveram suas obras, relacionando-as com outros artistas do mesmo período. Ao lado do texto, há fotos de obras que ilustram o trabalho do artista.
Para quem: Pode ser utilizado por crianças a partir de 8 anos, pois a linguagem é bastante simples.
Não perca: As biografias de grandes pintores brasileiros, como Di Cavalcanti, Giovanni Oppido, Portinari e Tarsila do Amaral.
Palavra da especialista: "O site é indicado para pesquisas iniciais, porque o texto escrito de forma objetiva auxilia nos processos investigativos comumente solicitados em ambientes escolares", avalia Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

·      Só Matemática
O que é: Ótima opção para os que amam e odeiam matemática. O site  Só Matemática (http://www.somatematica.com.br/) oferece material de apoio e exercícios para os que querem treinar, se exercitar ou apenas se divertir. Há desafios, dicas, jogos matemáticos, um pouco de história e até auxílio para os vestibulandos.
Para quem: Pode ser usado por crianças a partir dos 6 anos e até por quem já está no ensino superior.
Não perca: Os ambientes interativos, como fóruns de discussão e comunidades.
Palavra da especialista: "O site pode ser utilizado nos espaços escolares e também em casa, para estudos complementares, combinando informação e conhecimento com diversão", analisa Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina

·      Povos Indígenas no Brasil Mirim
O que é: O PIB Mirim (http://pibmirim.socioambiental.org/pt-br)  integra o tema Povos Indígenas no Brasil (PIB) do Instituto Socioambiental (ISA), organização não-governamental brasileira com sedes em diferentes cidades do país. O site tem como objetivo divulgar informações qualificadas sobre os diferentes povos indígenas que vivem no Brasil. Pretende atingir crianças, usando uma linguagem divertida e educativa. 
Para quem: Crianças e pré-adolescentes de 7 a 12 anos. 
Não perca: O canal Avatares(http://pibmirim.socioambiental.org/avatares) é muito interessante, pois disponibiliza mapas que identificam a localização de diversas tribos indígenas distribuídas pelo Brasil e imagens desses locais. 
Palavra da especialista: "O site disponibiliza textos, imagens e vídeos que abordam o tema de forma clara e objetiva e atividades interativas que despertam o interesse do aluno, sem perder de vista o seu objetivo, que é o estudo da diversidade cultural", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania

Agora que você já leu todos os comentários dos especialistas em educação sobre os sites, escolha três dos sites (clique nos links) e experimente suas atividades. Faça o comentário referente aos sites escolhidos. Dê sua opinião sobre o site, passeie por todo o site; Diga se foi fácil usá-lo ou não e descreva como você o usaria dentro de sala de aula com seus “futuros” alunos, ok? AGORA se DIVIRTAM!



quinta-feira, 24 de abril de 2014

2º BIMESTRE, AÍ VAMOS NÓS!



Mais um bimestre se inicia, mas antes de começarmos eu quero lhes dizer....
ACREDITE EM VOCÊ!



BEIJOS, Maria Clara Magalhães.

Texto 6.2bi - A evolução das tecnologias!

·         A evolução tecnológica
Evoluções Tecnológicas ocorrem durante toda a existência do homem, sendo impulsionadas pela necessidade — e também pelo instinto humano de desenvolver-se. Há também a evolução que ocorre espontaneamente, mas é somente observada quanto à descoberta do fogo. Nesse caso, fala-se em descoberta, e não em desenvolvimento, criação, construção, etc. Entretanto, esta descoberta pode ser considerada como tecnologia, pois foi uma simplificação do modo de vida do ser humano e amplificação de sua atuação no planeta, que abrangeu em grandiosa amplitude, permitindo um avanço geral, e não só focalizado em uma única situação.
À questão da necessidade, pode-se dizer que impulsionou cada vez mais a criação de tecnologia, pois o homem sempre precisou estar evoluindo e adaptando-se ao mundo. Essa questão está relacionada aos determinados períodos históricos, e tendo diferentes intensidades de evolução em cada um. Dessa forma, é na atualidade que a necessidade impõe uma maior evolução tecnológica, de maneira alguma alcançada antes desse período contemporâneo. Esses fatores explicam como a evolução tecnológica ocorreu, sendo, basicamente, iniciado por instrumentos rudimentares de caça (em tempos dos hominídeos), passando a desenvolver-se mais em tempos modernos, e chegando ao intenso grau de evolução atual.
Pode-se afirmar, então, que a tecnologia tem a tendência de aumentar a intensidade de sua evolução, cada vez em um compasso maior, bem como o homem quanto à sua necessidade de obter mais tecnologia para a sua adaptação às mudanças globais — estas causadas pela própria evolução da tecnologia que implica ao homem uma dependência gradativa por ela
A Revolução Industrial é a característica marcante desse período contemporâneo. Ela teve início, porém, nos tempos modernos, mas foi principalmente a partir desta época que se difundiu. A Revolução Industrial divide-se da seguinte maneira:
·        1ª Revolução Industrial: de 1760 a 1850, praticamente restrita à Inglaterra. Os principais aperfeiçoamentos foram no ramo de tecelagem, tendo também a introdução da força a vapor.
·         2ª Revolução Industrial: de 1850 a 1900, com difusão pela Europa (Bélgica, França, Alemanha, Itália e, no final do século, Rússia), América (Estados Unidos) e Ásia (Japão — a partir de 1868). Agora, surgem novas formas de energia elétrica — como a hidrelétrica —, novos derivados do petróleo — como a gasolina, sendo utilizada posteriormente pelos motores a explosão. Houve também grande desenvolvimento do transporte marítimo e terrestre — como, respectivamente, barcos e locomotivas a vapor.
·     3ª Revolução Industrial: de 1900 até os tempos atuais com a sua expansão pelo mundo inteiro. Compreende o aperfeiçoamento dos inventos, tendo principalmente a explosão do processo evolutivo. Assim, apresenta novas técnicas industriais e energéticas, e expansão dos meios de comunicação.
As tecnologias e a Velocidade da História
Há momentos em que a história corre mais depressa. Estamos em um deles. As mudanças tecnológicas têm sido meteóricas. Na década de 70, uma inovação industrial durava, em média, dois anos. Na década de 80 passou a durar apenas um ano. Depois disso tornava-se obsoleta ou era apropriada por grande parte dos concorrentes. Na década de 90, a duração passou para apenas seis meses.
Não é a primeira vez que a história corre mais depressa. James Watt, em 1780, ao inventar um motor a vapor deu um enorme impulso nas indústrias têxteis e metalúrgicas e acelerou sobremaneira a Revolução Industrial. Michael Faraday, em 1832, ao inventar o motor elétrico, proporcionou uma fantástica arrancada na automação da produção industrial. Samuel Morse ao inventar o telégrafo em 1838 fez a transmissão das informações saltar da velocidade de um cavalo ou de um navio para a velocidade da luz. Incorporado nas estradas de ferro, o telegrafo deu ao transporte ferroviário um grande impulso, permitindo a interiorização das indústrias. Nesses três exemplos, a velocidade da história disparou.
As tecnologias mudam os contextos produtivos, transformam os mercados de bens e serviços e provocam mudanças sociais e institucionais de profundidade. As mudanças atingem as áreas social e política. Há pouco mais de quinze anos a cortina de ferro estava em pé. O Japão fazia inveja ao resto do mundo com altas taxas de crescimento econômico. Nelson Mandela era tratado como um prisioneiro de guerra. Fernando Henrique Cardoso era socialista. Luiz Inácio Lula da Silva combatia o Fundo Monetário Internacional. Em pouco tempo, a cortina caiu. O Japão entrou em recessão crônica. Nelson Mandela transformou-se em um ícone da democracia. Fernando Henrique saiu do governo como neoliberal. E Lula aderiu à ortodoxia do monetarismo.
Ou seja, nos dias de hoje, a história corre depressa por força de mudanças tecnológicas que revolucionam os processos produtivos e provocam mudanças sociais.
Tecnologias e Novas Oportunidades
As novas tecnologias permitiram criar uma imensidão de novos produtos e processos que, quando absorvidos pelos consumidores, geraram uma grande quantidade de postos de trabalho. Observem a quantidade de empregos que surgiu em torno do telefone celular, do automóvel, da televisão, do videocassete, do CD player, do DVD, do tênis, da calça jeans, etc. Trata-se de inovações que foram bem recebidas pelos consumidores e que geraram muitos postos de trabalho - diretos e indiretos.
Vários outros efeitos positivos podem ser relatados tanto para os trabalhadores como para os consumidores. Por exemplo, os avanços da biotecnologia, das técnicas de embalagem, da preparação de alimentos, da refrigeração e de transporte têm permitido aos seres humanos contar com uma alimentação fresca e barata todos os dias. No campo da saúde, os avanços da ciência da tecnologia têm prevenido doenças que há pouco tempo não eram sequer diagnosticadas. A vida média foi alongada e isso instigou a ativação de outras atividades como, por exemplo, a produção de bens e serviços voltados para os idosos o que, por sua vez, gerou muitos empregos.
A incorporação de tecnologia nos bens de consumo tem provocado drásticas reduções de custos e de preços o que facilita o acesso das pessoas a esses bens. Até mesmo os países mais pobres têm ampliado o seu acesso a alimentos, medicamentos, vestuário e outros bens para atender as necessidades dos grupos de baixa renda.
Tecnologias, Educação e Trabalho
A educação continuada tem um importante papel no processo de ajuste. As máquinas têm se tornado muito baratas e bastante inteligentes. Para acompanhar a sua evolução e tirar o máximo rendimento das novas tecnologias, não basta ser adestrado. É preciso ser educado. A educação de boa qualidade passou a ser uma condição básica para se ajustar os trabalhadores aos novos ambientes de trabalho e às novas tecnologias.
As tecnologias, de um modo geral, demandam profissionais mais qualificados (Freyssenet, 1990). Para os que não se ajustam imediatamente a elas, o retreinamento é necessário e, ao mesmo tempo, difícil quando a educação básica é precária. Em muitos casos, as empresas são levadas a despedir trabalhadores que se tornam inempregáveis em face de novas tecnologias e são levados a contratar outros de nível educacional mais alto. Para os trabalhadores, não há nada mais dramático do que a obsolescência humana.
No Brasil, a má qualidade da educação básica tem sido o calcanhar-de-aquiles para o convívio com as novas tecnologias. O novo mundo da produção, baseado em tecnologias que mudam a cada dia, requer das sociedades um sistema de educação permanente. Pesquisa realizada em vários países da União Européia indica que para 80% dos trabalhadores, as novas tecnologias elevaram a demanda por qualificação (Burchell e outros, 2003). E, neste caso, estamos falando de uma força de trabalho que já possui um alto nível de educação e qualificação profissional.
Essa exigência por mais qualificação vai perseguir o trabalhador do futuro de modo crescente. Para conviver na sociedade do conhecimento, ele terá de saber "o quê", "por que", "como" e "quem". Saber "o que" significa possuir as informações básicas. Saber o "por que" implica no conhecimento dos princípios e processos. Saber o "como" significa estar apto para realizar determinadas tarefas que mudam a cada instante. Saber "quem" é uma alusão à capacidade de pesquisar junto às fontes que sabem o que ele não sabe (Bengtsoon, 2002).
Os sistemas atuais de educação foram construídos há mais de 100 anos e se restringem basicamente a ensinar o que. A maioria da força de trabalho do Brasil não domina os princípios que estão por trás de suas tarefas e raramente conseguem se informar com quem os domina.
As sociedades do conhecimento terão de criar sistemas de financiamento de sistemas de educação que cumpram essas quatro tarefas e que garantam a aprendizagem durante toda a vida das pessoas. É um desafio enorme, mas que vem sendo superado pelas nações mais avançadas que atrelam os sistemas educacionais a parcerias eficientes entre o público, o privado e o voluntário. Mesmo no Brasil, as agências de formação profissional, como SENAI e SENAC, as escolas técnicas e muitas universidades vêm se esforçando para entregar no mercado de trabalho ex-alunos mais qualificados. As cidades onde se localizam os centros de pesquisa e de formação profissional tendem a elevar o nível de educação e de remuneração da população em geral. O IPEA identificou cerca de 250 municípios que estão nessas condições. Nelas, a proporção de pessoas com nível universitário é mais de três vezes da proporção encontrada nos demais 5 mil municípios do país. O mesmo acontece com a renda média (De Negri, 2004).
O desenvolvimento da capacidade para viver nesse novo mundo é a única forma dos trabalhadores poderem usufruir salários e benefícios mais altos. Esse novo mundo exige uma recomposição das habilidades de trabalho.
Conclusão
Em suma, a entrada de novas tecnologias nos ambientes de trabalho transforma o modelo organizacional das empresas, reduz os escalões intermediários, provoca mudanças na composição da mão-de-obra, eleva a necessidade por maior qualificação, eleva a produtividade das empresas e dos trabalhadores e, em contrapartida, exige um maior empenho e comprometimento das pessoas para com as empresas o que, por sua vez, demanda a introdução de novos métodos de incentivo. Ou seja, as transformações decorrentes das mudanças tecnológicas têm um largo desdobramento. Para o legislador, tornou-se impossível criar proteções legisladas que cubram todas as situações e os problemas decorrentes dessas mudanças. Cada vez mais, as disfunções trazidas pelas novas tecnologias são resolvidas através de esforços de negociação nos quais a cooperação toma lugar da confrontação, pois jamais as empresas e os trabalhadores conseguirão vencer a guerra da competição externa se não superarem os desentendimentos internos.
 Agora deixe seu comentário sobre o texto e tragam para a sala de aula uma pesquisa sobre uma das três Revoluções Industriais citadas no texto, escolham um dos períodos e tragam o máximo de informações possíveis para a sala. 

TRABALHO EM GRUPO DE 4 ALUNOS CADA. PARA O DIA  06/05/2014


quarta-feira, 12 de março de 2014

Mídias - texto 3 , 4 e 5

Olá, estamos de volta após uma pequena parada para o Carnaval. Voltamos com entusiasmo e animação, aproveitando  a motivação da folia! 
Como vocês já sabem, iremos fazer um vídeo/slide sobre tudo o que aprendemos neste bimestre. Este vídeo será considerado como uma avaliação de confirmação de aprendizado, ok? Para isso vocês precisarão reler todos os textos que estão postados no nosso blog e lembrar de tudo o que falamos em sala de aula.
Estou postando, hoje, mais três textos que falam de como a criança já nasce preparada para absorver as novas tecnologias em seu dia-a-dia, são chamadas de nativos digitais e qual o papel do professor diante esta criança  e sobre que tipo de aula o professor deve ministrar para o jovem de hoje. POR FAVOR NÃO TENHAM PREGUIÇA DE LER ESTES TEXTOS, SERÃO OS ÚLTIMOS DO BIMESTRE E SERÃO MUITO IMPORTANTE PARA O RESULTADO DO TRABALHO, OK? Beijos e não se esqueçam de comentar os 3 textos!

TEXTO 3 - Chegaram os nativos digitais
A tecnologia digital provoca outras conexões cerebrais e transforma o modo de conhecer, de aprender.

As crianças nascidas na primeira década do século 21 crescem imersas em iphones, ipads, ipods, computadores, câmeras de vídeo e de fotos e tantas outras maquinetas inventadas nos últimos 20 anos, todas com base na tecnologia digital. Elas não fazem ideia da vida sem computadores, sem telefone celular ou telas touch screen.  Essas crianças o pensador norte americano Nicolas Carr chamou de nativos digitais. 
Os nativos digitais usam as novas tecnologias desde o nascimento, o que faz com que aprendam de modo diferente, porque constroem novas conexões cerebrais. Não importa se o modo é melhor ou pior de aprender. É diferente e inevitável. 
O século 21 teve seu início marcado pela tecnologia digital, que vem provocando uma ruptura no modo de interpretar o mundo, de conceber a vida. E não se trata apenas de uma transformação natural que ocorre no desenvolvimento da humanidade, mas de uma mudança de paradigma na visão de mundo, uma modificação radical. 
Quando a humanidade inventou a escrita, houve uma transformação marcante no acesso à informação e ao conhecimento. Até então, o suporte do saber era a oralidade. As pessoas memorizavam e transmitiam a informação. A escrita, e depois a invenção da imprensa, por meio de livros e outras publicações, tornou a informação acessível a muitos, e garantiu mais exatidão, pois já não dependia, exclusivamente, da memória humana. Da oralidade para a leitura, houve uma adaptação no cérebro para lidar com o novo tipo de mediação com o conhecimento. 
Vive-se, hoje, uma situação semelhante. A tecnologia digital provoca outras conexões cerebrais e transforma o modo de conhecer, de aprender. E criou uma situação inusitada: as novas gerações dominam o novo instrumental para interpretar e agir sobre a realidade, mas estão sozinhas nessa empreitada. A geração adulta não tem experiência e nem conhecimento para indicar rumos.    
A geração de adultos nascidos antes da última década do século 20 Nicolas Carr chama de imigrantes digitais. Por mais que tenham aderido à nova tecnologia, não nasceram imersos nela; lembram-se do mundo sem a internet e celulares, têm “sotaque”, recordam o passado, outra cultura. Conhecem uma língua diferente da dos nativos.
Diante da realidade contemporânea, a escola, que ainda tem a forma do século 19, precisa se repensar: recebe alunos nativos digitais e quem os educa são imigrantes digitais. Defrontam-se duas linguagens distintas, duas diferentes interpretações da realidade, dois modos de estabelecer conexões e relações entre saberes, o que cria perplexidade e mal-estar na educação escolar das crianças e jovens de hoje.  É preciso uma reflexão profunda para tentar superar a obsolescência da escola atual. 
As novas tecnologias criaram uma instabilidade de referências e valores que exigem uma educação para a transitoriedade, para a impermanência. Permanente é a capacidade de pensar e de aprender dos seres humanos. As novas gerações devem ser instigadas à aprendizagem constante e ao enfrentamento de desafios. 
Os conteúdos obrigatórios dos programas escolares estão nos sites de busca. É fácil acessá-los. O difícil é filtrar a informação e relacionar os saberes para solucionar problemas, que é o que a escola deve ensinar às gerações que vão viver em outro tempo, seguindo outro paradigma.  
Patrícia Konder Lins e Silva Pedagoga

TEXTO 4 - A escrita produzida pelos nativos digitais 

Luana Wünsch & Alex Paiva

Aplicações desenvolvidas para a promoção de habilidades de leitura, interpretação e escrita tornam-se grandes aliadas para que a possibilidade de produção de textos formais seja mais efetiva.
Não é de hoje que a linguagem altera-se à medida que as circunstâncias e necessidades de determinadas sociedades modificam-se por meio das transformações em seu entorno. Contudo, temos de concordar com o sociólogo espanhol Manuel Castells (2004) quando destaca que as tecnologias da informação e comunicação (TICs) são aceleradores desse fenômeno, sobretudo quando falamos da comunicação entre os jovens do século XXI, os nativos digitais, descritos pelo americano Marc Prensky — aclamado escritor e consultor na área de educação e inovação — como aqueles que sabem entrar e sair de ambientes virtuais, que cresceram com a tecnologia e sem ela o ato de comunicar-se muitas vezes não tem sentido (2001).
A palavra “sepá”, por exemplo, muito utilizada no Facebook, no Instagram e no Twitter (ver figura), elucida a junção de duas características-chave da linguagem desses jovens por meio das TICs: a abreviação e a onomatopeia. A palavra é formada por “se”, conjunção subordinativa condicional (ok! até esse ponto nós, imigrantes digitais, podemos entender!), e “pá”, onomatopeia de duas pessoas batendo as mãos, significando “conseguimos!”, ou seja, “sepá” é a abreviação do termo “se der certo!”.
Assim, os interlocutores podem ganhar tempo e tornar a conversa mais personalizada, segundo as adolescentes que dela participaram: “A gente diminui as palavras não só para ser divertido, mas para falarmos do nosso jeito e escrevemos com os ‘sonzinhos’ para criar intimidade com as pessoas” (figura).

É essa necessidade de adaptação que torna o desenvolvimento da linguagem uma das áreas mais estudadas com relação à concretização das particularidades pessoais e sociais ao longo dos tempos, tornando importante, nesse contexto, entendermos duas revoluções da comunicação: a transição da linguagem oral para a linguagem escrita e a migração da escrita da mídia em papel para a mídia digital.
Sob a perspectiva da transição da linguagem oral para a escrita, podemos ressaltar que essa só foi possível devido às grandes transformações anatômicas que possibilitaram a evolução de nosso cérebro, fazendo com que nós, humanos, pudéssemos nos tornar criaturas sociais e interativas, capazes de interpretar eventos como raciocinar, criar novos conhecimentos baseados em eventos anteriores e transmitir informações, deixando registros que fazem com que esses conhecimentos adquiridos possam ser disseminados entre a maioria dos seres de nossa espécie.
Apesar da dificuldade de pesquisadores em traçar um caminho evolutivo da fala, de acordo com Walter Ong (1986), historiador cultural e filósofo, o desenvolvimento dessa habilidade tão importante teve início há aproximadamente 6 milhões de anos. Ao longo do tempo, diferentes vocalizações foram se transformando gradativamente em trocas de informação entre indivíduos, até possibilitar a comunicação linguística (flexível) que temos hoje. Esse extenso caminho, de mais de 5 milhões de anos, ao longo do qual a transmissão de conhecimento era feita por meio da narração de histórias presentes na cultura dos povos, culminou na grande transformação ocorrida há apenas 6 mil anos na Mesopotâmia, onde os sumérios desenvolveram o primeiro recurso impresso de que se tem registro, denominado escrita cuneiforme. Ainda segundo o pesquisador Ong, foram necessários mais 2 mil anos para o surgimento do primeiro alfabeto, utilizado pelos semitas no Egito Antigo.
Mas por que a história deu tanta importância à escrita? O ato de escrever, além de ser capaz de transmitir o conhecimento de uma forma muito mais precisa e fidedigna que a fala, obriga-nos, ou pelo menos deveria forçar-nos, a tomar consciência do nosso conhecimento sobre determinado assunto. Ao longo dos anos, a construção da escrita evoluiu, novos gêneros textuais foram criados, e hoje podemos dizer que o poder da escrita passa muitas vezes despercebido na vida das pessoas letradas.
Se pararmos para pensar em nossa sociedade atual, perceberemos que estamos atravessando uma nova revolução associada à escrita. Cada vez mais, artefatos tecnológicos estão substituindo a mídia impressa e, por conseguinte, as pessoas passam a produzir menos textos manuais e a utilizar a digitação como principal meio de produção textual. Podemos comprovar essa transformação com dados do IBGE. No Brasil, os bens duráveis com maior crescimento nos lares brasileiros entre 2009 e 2011 foram o microcomputador com acesso à internet (39,8%) e o telefone celular (26,6%).
Sob a ótica da transição da mídia escrita para a digital, ao pensar no desenvolvimento de aplicativos para recursos tecnológicos, podemos citar o lançamento da ferramenta Coursewriter I em 1960, desenvolvida pela empresa IBM como um marco dessa nova revolução. Esse recurso tão inovador foi o primeiro aplicativo a possibilitar que pessoas sem treinamento formal em programação gerassem textos digitais de modo intuitivo. Passadas mais de cinco décadas de avanço frenético das tecnologias da informação e comunicação (TICs), é possível estabelecer uma comparação entre as formas de linguagem descritas por Pierre Lévy (1999), um dos principais nomes nos estudos sobre as interações entre a internet e a sociedade, e como a linguagem digital transformou a maneira como encaramos um texto (quadro).
Após o advento do Coursewriter I, inúmeros recursos digitais foram desenvolvidos, principalmente no meio educacional, com o intuito de se estimular a produção textual digital para que as pessoas deixassem de ser apenas consumidoras, mas também produtoras de conhecimento na sociedade da informação.
Uma pesquisa realizada em Curitiba (PR) com 37 jovens entre 13 e 14 anos pelo setor de tecnologia da Positivo Informática mostrou que as TICs, notadamente a utilização de uma ferramenta de criação de textos, podem proporcionar  a esses jovens a oportunidade de envolvimento na exploração e coautoria de conhecimentos sobre representação simbólica e desenvolvimento de conceitos de (re)alfabetização e afins.
Durante a pesquisa, foi dada aos participantes a opção de escolherem a mídia para a produção textual. Dentre eles, 100% optaram pela mídia digital (tablets e netbooks) em lugar do papel. Após a análise da causa dessa escolha, observou-se que a tecnologia digital, associada aos dispositivos multimídias móveis, pode estar gerando novas formas de acessar, criar e comunicar conhecimento por meio de textos digitais, enfatizando propriedades como hipertexto, interatividade e multimídia como bases adaptativas que servem para que os jovens sintam-se mais confortáveis para ler e escrever. De modo superficial? Nem todos os jovens o consideram. E o oposto também é verdadeiro: eles leem e escrevem mais utilizando computadores, celulares e tablets, porém à sua maneira.


 Já é hora de pararmos de reclamar da falta de profundidade de concentração e aprendizagem dos jovens e pensarmos coletivamente em soluções efetivas para isso. Em 2012, uma pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), que mediu a intensidade, a forma, a motivação e as condições de leitura, apontou que a falta de tempo é um dos fatores para a falta de leitura entre os brasileiros (Failla, 2012). Mas será que a leitura e a escrita tradicionais são suficientes para o cidadão alfabetizado no século XXI? Será que é suficiente para preparar os jovens alunos? Precisamos repensar nossa noção de letramento crítico, desenvolver a aprendizagem autêntica e as oportunidades de avaliar, atualizar e ampliar nosso currículo.
Sabemos que o nível de conforto dos adolescentes com a tecnologia é expressiva e que uma das vantagens dos recursos tecnológicos é a otimização do tempo para a comunicação. Então, por que não utilizá-la para gerenciar as informações que chegam até esses jovens a uma velocidade nunca antes possível e promover o seu interesse para a leitura? Afinal, se os interesses dos nativos digitais são diferentes, é natural pensarmos em diferentes maneiras de motivá-los.
Sob essa ótica, aplicações desenvolvidas para a promoção de habilidades de leitura, interpretação e escrita tornam-se grandes aliadas para que a possibilidade de produção de textos formais seja mais efetiva. “Sepá”, com o fornecimento de instruções relevantes para os jovens, talvez tenhamos uma grata surpresa de precisão, confiabilidade e perspectiva de informações geradas com propósitos adequados às suas necessidades e às características da língua portuguesa formal, ainda tão necessária.
·        
TEXT0 5 - Século XXI precisa de novo modelo de aula (Jornal 104 - Abril/2012)
Professor da USP diz que, mais do que motivar, cabe ao professor o propósito de cativar os alunos para a matéria ministrada - Por Ana Paula Machado Velho
A Associação dos Docentes da UEM (Aduem) promoveu, no início de abril, a palestra Reinventando a Aula Expositiva, com José Carlos Angelo Cintra, do Departamento de Geotecnia, da Universidade de São Paulo. O professor falou sobre como tornar as aulas mais interessantes, independente do tema e da matéria.
Segundo ele, para dar aula bem, não é preciso dom e que todos podem desenvolver essa habilidade de ministrar boas aulas. O docente precisa entender que é preciso um novo modelo. Cintra acrescenta que a aula expositiva do século passado era conteudista (Ensino conteudista é uma forma de ensino em que se passa uma quantidade enorme de conteúdo), desmotivadora e ministrada por um professor autoritário, até carrasco, às vezes. Essa aula realmente já era! No passado, o conhecimento era pouco acessível, com raríssimos materiais e textos didáticos, à exceção de apostilas de notas de aula impressas sem muito recursos e sem a internet para consultar. Ao aluno não restava alternativa senão ficar atento ao monólogo do professor, e copiar a matéria para ter o que estudar – os cadernos eram indispensáveis. O papel do professor era centralizador e o objetivo do ensino era o conteúdo, o máximo possível. Bom professor era aquele que ensinava mais, em quantidade de conteúdo. “Mas isso era compatível com a estrutura social em que vivíamos, com pouca liberdade e relacionamentos marcados pela hierarquia rígida. Era a época dos ‘superiores’ muito exigentes, severos, bravos (na sociedade, na família e na escola), com aplicação de castigos, por vezes, até físicos. Dos tempos de disciplina rigorosa na escola, talvez tenha surgido o outro significado para o vocábulo disciplina, o de ramo do conhecimento, ciência ou matéria”, explica Cintra.
Novos tempos – O professor destaca que esta realidade mudou. A nova aula expositiva para o século atual é não conteudista, com objetivo de motivar o aluno, fazê-lo entender e gostar da matéria ensinada, ministrada por um professor acessível que busca um relacionamento amigável com os alunos. “Na nova aula expositiva, o professor deve se impor o desafio de ensinar de modo que o aluno goste e entenda a matéria, lembrando que todo assunto pode ser chato ou atraente, dependendo da forma com que é ensinado e das estratégias empregadas. Dessa forma, ensinar se torna uma atividade apaixonante”, acrescenta.
Para Cintra, enquanto a aula do século passado priorizava a teoria, ao aluno de hoje é mais propício começar pela prática, como forma de incentivar o estudo teórico. E mais, ele destaca que a boa aula é antídoto para questões indisciplinares em sala de aula e, ainda, para o problema da falta dos alunos às aulas. Com boa aula, o professor não precisa utilizar artifícios para prender o aluno em sala de aula.
O papel do professor – Cintra apresenta uma analogia para ilustrar a figura do estudante atual. Diz que, diante da profusão do conhecimento no mundo de hoje, o aluno é como um visitante perdido ao chegar pela primeira vez a uma megalópole. Ao professor está reservado o papel de desenhar o mapa da cidade, destacando a região central, as avenidas principais, os bairros mais importantes etc. Essa orientação deve ser o suficiente para o aluno iniciar as suas próprias incursões na grande “cidade” do conhecimento. Haverá dúvidas, que ele poderá trazer para o professor esclarecer, mas também haverá satisfação em descobrir por conta própria os caminhos secundários e outros locais. O professor ainda destaca que o estudo fora de sala de aula deve ser incentivado como algo rotineiro e importante, sobretudo na universidade e escolas públicas, em que os alunos geralmente não trabalham. Estudo esse que não pode se restringir ao conteúdo abordado em aula. “Mais do que motivar cabe ao professor o propósito de cativar os alunos para a matéria ministrada. É papel do professor se interessar pelos alunos que têm dificuldade e até mesmo desinteresse em estudar. Não podemos ser professores apenas para os bons alunos, ignorando ou desprezando os demais. Eles representam a oportunidade do docente exercitar a sua capacidade na plenitude”, completa Cintra.



sexta-feira, 7 de março de 2014

2ª aula: Interdisciplinaridade da arte e matemática

Aqui está a nossa segunda aula de artes. Como a primeira, não há necessidade de comentar, mas é preciso estudar. Os vídeos desta aula, estarão postados na aba VÍDEOS,ok? Assistam e se quiser comentem! Lembrem-se é só clocar nas imagens para lerem melhor.











terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MÍDIAS-Texto 1


Aqui começa o nosso ano letivo de 2014 e muitas ideias apresentaremos neste 1º bimestre, sobre como podemos utilizar as Mídias na Educação. Até aí, parece que falei em grego.... o que quer dizer Mídias?

Muito se fala hoje sobre os poderes da tecnologia na Educação. Mas, diante de notícias de escolas que já adotaram tablets e lousas interativas, pergunta-se cada vez mais se tudo isso é eficaz para o que o Brasil realmente precisa: melhorar a qualidade do ensino e o desempenho escolar das nossas crianças e adolescentes. O que você pensa sobre isso?
Hoje, em geral, as crianças têm mais contato com a eletrônica e com mídias cativantes. Crescem diante da televisão, vendo-a como companheira de seus momentos de liberdade. Enquanto jogam videogames ou usam computadores, os jovens criam com esses objetos relações afetivas e entram no mundo da ciência naturalmente. 
O computador pode ser chamado de máquina das crianças, uma vez que muitos jovens não conhecem o mundo sem o computador. Eles brincam, divertem-se, aprendem com o computador.
Mas como fica a fala e a escrita diante desta novidade toda? Será que essa empolgação toda aconteceu, anos atrás, quando o primeiro livro apareceu? Assista a este vídeo e entenda como o novo pode ser difícil de ser aceito!  A invenção do livro.
 Agora comente, aqui, em nosso blog e vamos responder algumas questões em sala de aula.

Bom início de ano e bons estudos!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A interdisciplinaridade da Arte

Esta  aula já está sendo dada em sala. Postei para que vocês tenham como estudar e relembrar tudo o que falamos em sala,ok? Não precisa comentar! É só clicar em cima da imagem,ok?









quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MÍDIAS - TEXTO 2

A maior sala de aula do mundo
Entrevista // Henrique Koifman 
Na aula do dia 11/02/14 de terça-feira passada, vimos um vídeo sobre o uso das tecnologias em sala de aula – reportagem do Fantástico – vocês se lembram? Este texto é uma continuação de uma das reportagens exibidas no vídeo.  É uma entrevista com o norte-americano Salman Khan feita pelo Skype (ferramenta de bate-papo em voz e vídeo, em tempo real, pela internet), ele fala sobre educação e professores, abordando ainda a parceria entre sua academia e a Fundação Lemann, que financia a versão para o português da plataforma com exercícios e vídeoaulas. A nova plataforma da Khan Academy estará disponível gratuitamente para os estudantes e professores brasileiros, totalmente em português, a partir de janeiro de 2014 no endereço www.fundacaolemann.org.br/khan-portugues. Leiam e respondam as perguntas que estão no final do texto, levem as respostas para a sala de aula, ok?

“Henrique Koifman pergunta: - Em seu livro Um mundo, uma escola, você afirma que qualificar o tempo na escola é uma questão muito importante. Como a tecnologia pode ajudar a escola a fazer isso e também a ser mais criativa? 
Salman Khan responde: - O modelo que temos hoje no mundo para a educação é o mesmo utilizado no final do século XVIII, nos primeiros estágios da Revolução Industrial, um conceito empregado para produzir qualquer tipo de coisa em escala por um preço razoável, tal como nas fábricas. Formamos grupos de alunos que vão sendo conduzidos, juntos, por uma mesma trilha. Cada um deles tem duas semanas para aprender determinado conteúdo. Os que conseguirem aprender receberão conceito A; outros aprenderão razoavelmente bem e receberão B ou C, enquanto outros não vão dar a mínima para o conteúdo. Se aprenderem bem o conteúdo, terão “bom futuro”; se prosseguirem falhando, terão “mau futuro”.
É claro que, mesmo cem anos atrás, as pessoas já pensavam que o ideal seria que cada aluno tivesse uma instrução, uma formação mais personalizada. Se ele não entender o conteúdo, vamos explicar mais até que compreenda. Não faz sentido passar para a matéria seguinte se você mal compreendeu o assunto anterior. As pessoas sempre concordaram com essas ideias, mas simplesmente não havia um modo prático de adotar tal medida nas escolas, havendo 30 crianças em uma sala. Hoje, o que a tecnologia é particularmente boa em proporcionar é justamente localizar, ordenar e personalizar conteúdos e sistemas, facilitando a coordenação das informações. 

HK - Como o conteúdo é apresentado aos alunos?
SK - Na maioria das escolas, as salas de aula são o único espaço onde a informação é disseminada. O professor dá a aula, apresentando o conteúdo, e esta é a sua única chance de adquiri-lo. Então, as crianças ficam preocupadas em anotar tudo, pois sabem que, se não anotarem, provavelmente esquecerão o que foi explicado. Com os recursos atuais, não é preciso anotar ou ficar apreensivo para captar tudo naquele único momento, pois é possível ter acesso àquele conteúdo quantas vezes for preciso e quando quiser — basta acessá-lo para refrescar a memória. É como se o quadro-negro nunca fosse apagado. Você pode fazer seus exercícios em seu próprio tempo e em seu próprio ritmo. Sabe que vai conseguir aprender, e as aulas passam a servir para que você tenha instruções personalizadas de seu professor, para que você trabalhe com seus colegas e com o sistema, para que você avance no seu próprio tempo.

HK- Como a tecnologia pode ajudar os professores a entender e acompanhar o ritmo de aprendizado de cada aluno?
SK - Habitualmente, o que ocorre é que alguns estudantes estão captando a aula no ritmo esperado, outros podem estar ficando até impacientes, por pensar que avançam lentamente, e outros simplesmente ficam sem nada entender ou sem conseguir fixar-se no professor. No entanto, o professor só vai conseguir ter uma noção mais precisa sobre isso quando aplicar um teste, no qual os alunos se dividirão entre os que aprenderam tudo e tiraram A, aprenderam parcialmente, com B e C, ou não aprenderam nada ou quase nada. O ideal seria que quem não tivesse tirado um A merecesse uma atenção especial do professor para que pudesse entender e absorver o conteúdo que ficou faltando. Porém, o que ocorre no sistema atual é que, se você atinge o grau mínimo, um C, segue adiante. Seria ótimo se o professor pudesse saber com dias ou semanas de antecedência que aquele aluno está na trilha para tirar um C ou um D e, assim, dedicar mais de seu tempo ou mesmo indicar um colega de turma melhor naquele tópico para ajudá-lo a superar suas dificuldades e aprender o que está sendo ensinado. Por meio das ferramentas TECNOLÓGICAS, o professor pode verificar o que os alunos estão estudando, por quanto tempo, como se saíram nos exercícios e quais são suas dificuldades. Com isso, podem mandar um e-mail ou telefonar para eles e oferecer ajuda nos tópicos em que demonstram maior dificuldade ou sugerir pesquisas e material que possam ajudá-los. Esse tipo de informação sobre a evolução dos alunos está permanentemente disponível para os professores, algo que nunca ocorreu antes. Em geral, a única informação que os professores têm em relação à compreensão de seus alunos durante as aulas é a fisionomia deles. Tentam deduzir como seus alunos estão recebendo aquele conteúdo, se estão ou não acompanhando como esperado, mas têm muito pouca informação para essa dedução.

HK - Quais são as diferenças entre as salas de aulas tradicionais e o novo modelo que você propõe?
SK - A sala de aula tradicional tem 30 carteiras, todas viradas na mesma direção; o professor tem um quadro no qual apresenta suas aulas e, às vezes, corrige e passa deveres de casa. Na nova sala de aula, as crianças passam parte do tempo trabalhando cada uma em seu próprio ritmo, resolvendo exercícios, estudando o conteúdo, mas não é uma forma de isolamento. Na verdade, é no modelo tradicional que elas ficam isoladas, sem poder falar com as outras, preocupadas apenas consigo mesmas e em tomar notas. Na sala que propomos você trabalha nas matérias e ajuda os seus colegas. Se tiver dúvidas, pede ajuda e alguém vem explicar. Os professores acompanham o processo e sabem quem são os alunos que precisam de maior atenção a cada momento, podendo sentar-se perto deles.

HK- Como professor, qual é, em sua opinião, o maior desafio para quem ensina?
SK - Outro dia me encontrei com a representante de uma organização que envolve dezenas de professores aqui nos Estados Unidos e perguntei a ela: “O que diferencia os melhores professores dos demais?”. Ela comentou que muitas pessoas acreditam que os melhores professores são os que dão as aulas mais atraentes, mas que não é isso que diferencia um bom professor. Outras valorizam mais os profissionais que têm títulos, como o PhD, mas que também não é isso que faz os melhores professores. Para ela, os professores que realmente fazem com que seus alunos evoluam no conhecimento, que conseguem motivar e fazer com que os estudantes percebam que eles próprios devem assumir responsabilidades sobre si mesmos e sobre sua educação são os melhores. Assim, acredito que o grande desafio para os professores é saber como, entre todas as suas tarefas, criar tempo para poder estabelecer essas importantes conexões pessoais com os alunos a fim de exercer o importantíssimo papel de adulto na vida deles — às vezes, o papel do principal adulto — e ajudar a fazer com que os jovens acreditem em si mesmos, que se sintam capazes e motivados para realizar coisas e para que se sintam donos de seu destino.
O aluno que tiver em sua vida aquele professor que gire a chave em sua cabeça, que faça com que, no lugar de encarar a escola e o estudo como obrigação, entenda que adquirir conhecimento é fundamental para que ele venha a ter uma boa carreira, um bom futuro, estará sendo programado para os próximos 60 anos de sua vida. Este é o segredo de ensinar — e espero que estejamos desenvolvendo ferramentas que liberem mais tempo para que os professores possam se dedicar mais a essa conexão fundamental com seus alunos.”

Agora pense e responda:
1-       Como futuro professor ou mãe ou pai de um futuro aluno de uma escola possivelmente nova, como seria este modelo de escola nova? Seria como a idealizada pelo Saman Khan ou não? Por quê?
2-       Que tipo de metodologia inovadora você gostaria que essa escola tivesse?  Pense em uma escola que usa as tecnologias e uma que não usa, mas que tem algum diferencial em seus métodos de ensino. Descreva-a com detalhes; Ambiente em sala de aula ( mobiliários, iluminação, espaço,etc) e metodologia de ensino ( Ex: como professor eu trabalharia com 25 ou 30 alunos apenas; trabalharia com os alunos sentados em grupos ou em duplas ou individualmente; teria dois quadros ou uma TV ou um palco...) Use a sua imaginação e idealize um modo de educação que seja adequado as suas necessidades. EU TE DESAFIO A PENSAR EM MUDAR A NOSSA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO!!!!

3-       Comentem neste blog o que achou da entrevista e traga, na próxima terça-feira ( 18/02), para sala as respostas das perguntas 1 e 2;